Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Home em foco Estados Unidos e Reino Unido atingem contágio recorde e promovem dose de reforço

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Estados Unidos e Reino Unido vêm batendo recordes de novos casos de covid-19. Segundo especialistas, as variantes delta e principalmente a ômicron são as responsáveis pela nova onda de infecções.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o “tsunami” de infecções pela ômicron nos últimos sete dias aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde, que estão “à beira do colapso”. Nos Estados Unidos, a ômicron superou a variante delta em poucas semanas e representa 96,3% dos novos casos em três Estados do noroeste do país (Oregon, Washington e Idaho), de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

No Reino Unido, a situação se repete. A Escócia, por exemplo, relatou 15.849 novos testes positivos para covid em 24 horas, o maior total diário desde o início da pandemia, superando o recorde anterior, de 11.030, registrado em 26 de dezembro.

Com recordes de novos casos, aumentam também as internações. Os EUA têm registrado uma média de mais de 71 mil por dia. As mortes também estão em alta, com média diária de 1.243 – em 26 de janeiro, o país notificou 3.342 óbitos, o número mais alto até agora. “Uma onda gigantesca de casos de Ômicron, provavelmente, inundará grande parte do país no próximo mês”, disse Neil Sehgal, professor da Universidade de Maryland.

A variante ômicron é mais rápida do que outras, inclusive a delta, para infectar pessoas vacinadas. No Reino Unido, 9 em cada 10 internados na UTIs com covid não tomaram a dose de reforço da vacina, segundo informou o primeiro-ministro, Boris Johnson, que fez um novo apelo para que a população tome a dose adicional antes do ano-novo. “A variante ômicron continua provocando problemas reais. Vemos que os casos aumentam nos hospitais”, disse Johnson.

Campanha

Em razão do aumento de casos e internações, o Reino Unido lançou uma nova campanha para incentivar vacinação. Pelo menos 57% da população maior de 12 anos já tomou a dose extra. O objetivo é oferecer o reforço a toda a população adulta antes do fim do ano – o que autoridades dizem ser difícil. Nos Estados Unidos, o governo do presidente Joe Biden também tenta acelerar a dose adicional. Até o momento, 32,7% da população recebeu o reforço.

“O risco global relacionado à variante ômicron continua muito alto”, alertou a OMS em seu relatório semanal. O documento destaca que o número de casos dobra a cada dois a três dias.

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