Segunda-feira, 22 de Abril de 2024

Home Saúde Exercício para o maxilar que viralizou nas redes sociais pode causar danos irreparáveis

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Morder pequenos objetos de silicone com a intenção de definir e demarcar os músculos da região do maxilar, através da hipertrofia. Essa é a “técnica” que viralizou no TikTok e tem por objetivo aumentar o tamanho da mandíbula para simular os efeitos de uma harmonização facial.

Apesar de repetir um movimento que fazemos diariamente ao mastigar, esse abrir e fechar da boca com força excessiva pode provocar danos irreparáveis à estrutura da face, alerta o médico Paolo Rubez, mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

Segundo o especialista, esse tipo de exercício pode causar bruxismo — caracterizado pelo apertar de forma inconsciente a mandíbula e ranger os dentes. Isso ocorreria porque o músculo da face permaneceria tensionado por mais tempo como reflexo do estimulo provocado pela atividade.

“A mandíbula tem duas articulações que funcionam de forma simétrica com um menisco entre elas. Se houver sobrecargas contantes, isso pode gerar uma osteoartrite na articulação temporomandibular, que é irreparável”, afirma o médico.

A prática também pode causar dor de cabeça, pescoço e trapézio, a depender da força e da forma em que se morde os dispositivos usados para exercitar. Rubez explica que assim como os outros músculos, para manter a região do maxilar avantajada é preciso fazer o exercício com frequência.

“Os problemas podem não aparecer imediatamente, mas em cerca de dois anos a pessoa vai passar a sentir os efeitos negativos”, alerta.

O assunto tem chamado a atenção de quem assiste aos conteúdos da rede social. Vídeos que levam as hashtags #jawline (linha da mandíbula), #jawlinecheck (verificação da linha da mandíbula) e #jawlineexercises (exercícios de mandíbula) acumulam ao todo mais de 1.100 milhões de visualizações.

O médico explica os motivos por trás do desejo recente de homens e mulheres em ter uma mandíbula avantajada. De acordo com o cirurgião plástico, um maxilar maior realmente dá uma estrutura mais harmônica ao rosto, além de transparecer uma aparência de mais “juventude e vitalidade”.

Segundo Rubez, há maneiras minimamente invasivas de aumentar o tamanho da mandíbula sem correr risco de lesões. Um exemplo é o preenchimento com ácido hialurônico. O produto por ser uma substância natural, é reabsorvido pelo organismo, e ajuda a fazer o contorno desejado pelo paciente após a avaliação do cirurgião plástico.

“Não é preciso gerar esse tipo de desgaste na articulação, nem correr esses riscos, para ter algum resultado.”

Há outras mais invasivas de mexer nessa estrutura. A mentoplastia de aumento é uma das opções. Ela consiste em ampliar o tamanho do queixo, deixando-o mais projetado para frente, por meio uso de implante ou reposicionamento do osso.

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