Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

Home em foco Família de brasileiros encontrados mortos nos Estados Unidos aguarda exames para traslado dos corpos

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A família dos dois brasileiros encontrados mortos nos Estados Unidos, na última semana, ainda aguarda o traslado para o Brasil. Os corpos só devem deixar o país americano após o resultado de alguns exames solicitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O goiano João César Marins, 48 anos, e o mineiro Talles Pacheco, de 40, foram encontrados já sem vida em uma casa na cidade de Marlborough, nos Estados Unidos. A principal suspeita apresentada pela polícia de Boston é de que as vítimas foram intoxicadas por um vazamento de monóxido de carbono.

As informações foram obtidas pelo sobrinho do goiano Jerônimo Moreira Gonçalves Júnior, de 33 anos, a partir de contato com o Consulado Brasileiro em Boston. É a representação diplomática brasileira nos Estados Unidos quem pega as informações com a polícia e repassa aos familiares.

“Aparentemente eles morreram por intoxicação por monóxido de carbono, provavelmente de um vazamento de gás no aquecedor”, disse Jerônimo Moreira Gonçalves Júnior, de 33 anos, sobrinho de Marins.

No entanto, a Polícia de Boston ainda não finalizou o laudo que vai apontar a real causa da morte.

“Tudo indica que eles morreram por volta das 23h de sábado. Acharam os corpos na segunda-feira após o almoço e, à noite, por volta das 22h, os corpos dos dois foram retirados”, explicou Júnior.

Vaquinha – Parentes de Marins e Pacheco criaram vaquinhas online para arrecadar recursos e pagar as despesas funerais e o traslado dos corpos para o Brasil. A família de Marins vive em Itapuranga, no interior de Goiás. Pacheco é de São João do Oriente, em Minas Gerais. As duas campanhas já alcançaram as metas de arrecadação.

Sem visto de viagem

A mãe da brasileira morta pelo filho nos EUA no último dia 8 não conseguiu tirar o visto de viagem para poder participar do funeral, realizado no dia 22, na Primeira Igreja Pentecostal, em Pensacola, na Flórida. Amigos e parentes de Adriana Ohlson, de 49 anos, fizeram uma campanha de financiamento coletivo na internet para arrecadar o valor dos procedimentos para a mãe e as irmãs dela tirarem o visto em caráter emergencial e comprarem as passagens aéreas.

“Infelizmente, a mãe de Adriana não obteve visto para entrar nos Estados Unidos”, afirma a atualização no site GoFundMe, acrescentando que parte do valor obtido seria destinada à família de Adriana no Brasil, em nome do ex-marido dela, Aaron Ohlson.

A descrição da vaquinha, que arrecadou US$ 5.332 (cerca de R$ 26,2 mil), explicou que a família de Adriana oriunda do Brasil seria representada no funeral por uma irmã, que chegou no país na véspera do velório.

“Estamos absolutamente devastados pelas circunstâncias do falecimento da Adriana e estamos fazendo tudo ao nosso alcance para trazer a mãe e as duas irmãs da Adriana do Brasil para que possam se despedir dela”, diz a descrição no site sobre a motivação da campanha. “Sabemos que esses custos estão além da capacidade financeira da família, pois o processo inclui a expedição de passaportes e vistos em caráter emergencial, além dos custos das passagens”.

Adriana morreu após ser baleada pelo próprio filho, David Allan Ohlson, de 18 anos, que está preso sem direito a fiança.

Às autoridades americanas, o autor do disparo se declarou inocente da acusação de assassinato em segundo grau com arma de fogo. No interrogatório, David afirmou ao xerife do condado de Escambia que “de todas as pessoas que ele planejava atirar, ele não esperava que sua mãe fosse uma delas”.

Aaron Ohlson, que é pai de David, acionou a polícia a respeito do tiro. Segundo ele, o filho atirou em sua ex-mulher de forma acidental.

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