Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Home Política Flávio Bolsonaro cai seis pontos percentuais e perderia para Lula no 2º turno, afirma pesquisa Atlas/Intel

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu 6 pontos no cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nessa terça-feira (19). O levantamento indica que a divulgação dos áudios em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro impactou a candidatura do parlamentar.

Flávio, que estava empatado tecnicamente com o petista, ficou com 41,8%, enquanto o presidente alcançou 48,9%. Na última pesquisa do instituto, a diferença entre eles era de 0,3%. Intenções de votos brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 9,3%.

A rejeição do senador chegou a 52% e superou numericamente a de Lula (50,6%). Em abril, 51% dos eleitores não votariam no atual presidente de jeito nenhum, enquanto 49,8% rejeitavam o pré-candidato do PL.

A Atlas/Intel ouviu 5.032 pessoas através do método Atlas RDR, sigla em inglês para recrutamento digital aleatório, do dia 13 de maio, quando foram divulgadas as conversas entre Flávio e o então dono do Banco Master Daniel Vorcaro, ao dia 18.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026 e tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Após a repercussão, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu à corte eleitoral que suspendesse a divulgação da pesquisa. O argumento é que o levantamento foi “estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa”.

No questionário apresentado pela Atlas/Intel ao TSE, o conteúdo dos áudios entre o senador e Daniel Vorcaro foi mostrado aos participantes ao final da entrevista, depois das perguntas sobre intenção de voto.

Ao todo, foram testados três cenários de primeiro turno com Lula. No primeiro deles, o atual presidente tem 47%, e Flávio, 34,3%, uma queda de 5,4 pontos percentuais para o bolsonarista em relação a abril.

Eles são seguidos por Renan Santos (Missão), com 6,9%, Romeu Zema (Novo), com 5,2%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,7%. Augusto Cury (Avante), tem 0,4%, e Aldo Rebelo, (DC), marca 0,2%. Brancos e nulos somam 1,4%, e 1,9% dizem não saber.

No mês passado, Flávio tinha 39,7%, ante 46,6% de Lula nesse mesmo cenário.

A pesquisa não considerou a possível pré-candidatura do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa. O ex-magistrado foi anunciado pelo DC (Democracia Cristã) e causou atrito interno. Rebelo afirma que judicializará a disputa partidária caso seja preterido injustamente, segundo ele.

As outras duas simulações projetam a disputa em primeiro turno sem o atual pré-candidato do PL. No cenário sem membros da família Bolsonaro, Lula lidera com 46,7%, seguido por Zema (17%), Caiado (13,8%), Renan Santos (8%), Rebelo (1,8%) e Augusto Cury (1,2%). Brancos e nulos chegam a 6,8%, e 4,6% não souberam responder.

No cenário com Michelle Bolsonaro (PL), o atual presidente mantém a liderança, com 47%, contra 23,4% da ex-primeira-dama. Romeu Zema registra 10%, seguido por Renan Santos, com 7,8%, e Ronaldo Caiado, com 6%. Aldo Rebelo marca 0,7%, e Augusto Cury, 0,5%. Brancos, nulos e indecisos somam 4,6%.

Áudios

As conversas entre o senador e o dono do Banco Master chegaram ao conhecimento de 95,6% dos entrevistados. O filho de ex-presidente cobrava o banqueiro pelo financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ao todo, Flávio pediu R$ 134 milhões

O vazamento foi recebido com naturalidade pela maioria, com 65,2% dos entrevistados afirmando que as informações não causaram surpresa. Outros 20,5% disseram ter ficado um pouco surpresos, enquanto apenas 14,3% relataram forte espanto com o conteúdo revelado.

Para a maioria dos que souberam do vazamento (51,7%), o diálogo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro traz evidências de envolvimento direto no escândalo do Master. Já 33,3% veem uma tentativa legítima de apoio financeiro a um filme. Outros 12,1% apontam proximidade sem ilegalidade e 2,9% não souberam opinar.

Os eleitores também avaliaram o impacto do “Caso Dark Horse” na candidatura do senador do PL. Para 45,1%, o episódio enfraqueceu muito sua pré-candidatura à Presidência, e 19% acham que enfraqueceu um pouco. O caso não trouxe efeitos para 15%, e 13,4% acreditam em fortalecimento. Não souberam responder 7,3%. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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