Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 28 de julho de 2026
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) irá à convenção do PL em Santa Catarina, no próximo dia 1º. Mas, o motivo principal para a ida ao reduto bolsonarista passa longe do apoio já consolidado à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
Por lá, Flávio tentará catapultar a campanha ao Senado do seu irmão mais novo, Carlos Bolsonaro (PL-SC). No PL, há a impressão de que Carlos já deveria estar descolado dos demais adversários em disputa.
Em pesquisas de intenção de votos, o filho 02 de Jair Bolsonaro (PL) aparece na liderança, mas ainda empatado tecnicamente com os adversários.
Para os caciques da legenda, ele já deveria estar isolado na ponta, por carregar o sobrenome célebre na direita e ter um irmão concorrendo ao Palácio do Planalto.
Em Santa Catarina, Flávio também reforçará o apoio à dobradinha composta por Carlos e Caroline de Toni (PL).
PF cancela depoimento de Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) cancelou por ausência o depoimento que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, prestaria nesta terça-feira (28) no inquérito que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo interlocutores da Polícia Federal, a defesa apresentou esclarecimentos por escrito no processo, em vez de comparecer presencialmente para ser interrogado. Como ele não foi, a PF cancelou a oitiva.
A defesa de Flávio Bolsonaro confirmou, em nota, que protocolou nesta terça esclarecimentos sobre o caso.
No documento apresentado à PF e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados de Flávio solicitaram que, no lugar da oitiva, sejam consideradas suficientes as justificativas apresentadas por escrito.
A defesa pede que os esclarecimentos sejam recebidos em substituição ao depoimento marcado para esta terça.
A investigação apura uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro de 2026.
Na ocasião, o senador associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e publicou uma mensagem afirmando que o petista “será delatado”.
Em seguida, listou crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
Os advogados afirmam que a publicação investigada “não configura crime” e sustentam que “não houve atribuição falsa de fatos” ao presidente da República.
Segundo a defesa, postagem continha duas frases independentes, sendo uma relacionada a Lula e outra a Nicolás Maduro.
O depoimento havia sido marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ao pedir a abertura da investigação, a Polícia Federal afirmou que a postagem do senador atribuía falsamente crimes ao presidente da República.
Para os investigadores, o conteúdo indicava que os delitos mencionados seriam aqueles pelos quais Lula seria eventualmente delatado.
Em decisão anterior, Moraes acolheu manifestação da PGR favorável à realização da oitiva. O ministro registrou que havia solicitado à defesa de Flávio Bolsonaro sugestões de data e horário para o depoimento, mas que os advogados não apresentaram comprovação de impossibilidade de comparecimento no período inicialmente disponibilizado. Com informações da Revista Veja e portal G1.