Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Home Tecnologia Google Duplex: robô que simula humano no telefone é lançado no Brasil

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O Google anunciou a chegada ao Brasil do Duplex, uma ferramenta que imita seres humanos para fazer ligações automáticas por telefone e que foi lançada em 2018.

O Duplex está sendo usado no Brasil para fazer ligações para empresas e confirmar dados como o horário de funcionamento desses locais para atualização nas buscas, por exemplo. Segundo o Google, cerca de 200 ligações diárias são feitas no momento.

O Google disse ainda que está testando o Duplex para ser usado na compra de ingressos de cinema de uma bilheteria com a qual a empresa fechou parceria, a ingresso.com.

De acordo com a empresa, a ideia é que dê para pesquisar o filme, escolher o horário da sessão e depois finalizar a compra usando comandos de voz.

A ferramenta também será usada no contexto das eleições de 2022, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os usuários poderão usar comandos de voz no Google Assistente para verificar o local de votação, mas a empresa ainda não explicou como isso funcionará.

Inteligência Artificial

Um importante engenheiro de software do Google foi afastado pela empresa norte-americana após suas declarações controversas sobre um sistema de conversas inteligente da empresa virem à tona.

Blake Lemoine alega que a ferramenta de inteligência artificial LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo, na sigla em inglês), que ainda não foi lançada publicamente, teria alma e consciência.

O funcionário foi afastado na última segunda-feira (6). Ele está em uma licença remunerada.

As informações foram primeiramente divulgadas pelo jornal “Washington Post”, que entrevistou o funcionário.

Lemoine afirma que o chatbot, espécie de ferramenta computacional que tenta simular o comportamento humano em conversas, teria ganhado consciência ao perceber que a Inteligência Artificial (IA) começou a falar sobre seus direitos e sua personalidade.

Lemoine, que inicialmente estava trabalhando para entender como a Inteligência Artificial usava discurso discriminatório ou de ódio, apontou que a conclusão sobre a senciência da LaMDA veio somente após uma série de experimentos que mostraram que a ferramenta teria consciência de suas próprias necessidades.

Apesar disso, o Google nega veementemente que seus sistemas de conversação possam ter consciência. A empresa alega que as supostas provas do engenheiro não são de fato conclusivas.

“Nossa equipe – incluindo especialistas em ética e tecnólogos – revisou as preocupações de Blake de acordo com os princípios do Responsible AI [organização do Google dedicada ao tema da IA] e informou a ele que as evidências não apoiam suas alegações”, disse Brian Gabriel, porta-voz do Google, em um comunicado.

Ao jornal “The New York Times”, o Google também disse que centenas de seus pesquisadores e engenheiros conversaram com a LaMDA e chegaram a uma conclusão diferente da de Lemoine.

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