Terça-feira, 12 de Maio de 2026

Home Política Governo Lula acredita que ministros do Supremo manterão validade de Lei da Dosimetria

Compartilhe esta notícia:

A aposta de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que a maioria dos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) não acompanhará o ministro Alexandre de Moraes em sua decisão de suspender a Lei da Dosimetria.

Partidos aliados, uma associação ligada à imprensa e o próprio PT, legenda de Lula, acionaram a Corte para questionar a constitucionalidade da lei dias após o Congresso fatiar e derrubar o veto do petista à iniciativa que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Interlocutores de Lula avaliam que ministros evitarão endossar a suspensão, o que seria visto como “um esticar a corda” em relação ao Congresso e colaboraria para uma piora em uma relação já desgastada.

Membros do Palácio do Planalto veem uma ala minoritária dentro do Supremo a favor da decisão de Moraes – esse grupo defenderia acompanhar o relator por entenderem que a lei representa uma afronta e uma tentativa de desmoralizar a Corte. Além disso, a ala favorável a Moraes entende que, ao fazer uma manobra para desmembrar um veto integral, o Congresso criou um precedente perigoso.

Lei

Na prática, a nova lei diminui o tempo de pena dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar trama golpista.

Com a nova lei, a pena de Bolsonaro muda: antes, ele passaria ao regime semiaberto em setembro de 2033, mas, com a Dosimetria, o prazo pode ser reduzido pela metade.

Além de Bolsonaro, a lei pode beneficiar ao menos 179 presos pelos atos antidemocráticos, sendo 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva.

Atualmente, o STF entende que as penas dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, de 4 a 8 anos de prisão, e o de golpe de Estado, de 4 a 12 anos, podem ser somadas.

No entanto, o texto da Lei da Dosimetria separa as penas e entende que elas não podem ser somadas.

Mudanças

A nova legislação reduz penas de condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Com a mudança, Bolsonaro poderá antecipar a progressão de regime: antes, iria para o semiaberto apenas em setembro de 2033; agora, o tempo de reclusão pode cair para cerca de 3 anos e 3 meses.

O texto pode beneficiar ao menos 179 presos ligados aos atos golpistas, sendo 114 em regime fechado, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva.
Atualmente, o STF entende que os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado podem ter penas somadas, o que aumenta o tempo total de prisão.

A legislação também prevê redução de pena entre um sexto e dois terços para crimes cometidos em meio a multidões, desde que o acusado não tenha financiado os atos nem exercido liderança.

A nova lei modifica ainda as regras de progressão de regime, permitindo a ida ao semiaberto após o cumprimento de um sexto da pena. Apesar da mudança, a progressão não será automática e dependerá de análise do STF, responsável por recalcular a pena de cada condenado. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e do portal Metrópoles)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Presos, ex-presidentes da República Bolsonaro e Collor são convidados por Nunes Marques para sua posse na presidência do TSE nesta terça
Supremo deve manter validade da Lei da Dosimetria mesmo após suspensão determinada por Alexandre de Moraes
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News