Sábado, 18 de Maio de 2024

Home Economia Governo Lula quer uma mulher na presidência do Banco do Brasil

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O futuro governo Lula deseja ter uma mulher na presidência do Banco do Brasil (BB). Segundo informações do jornal Valor, a ideia é aproveitar alguma funcionária de carreira, ainda na ativa, mas o martelo ainda não está batido.

Mais do que um desejo pessoal de Lula, quem estaria pressionando para ter uma mulher no comando no BB é a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. As opções que se enquadram no perfil desejado, no entanto, não são muitas.

Entre os nomes que circulam nos bastidores estão o da atual vice-presidente de controles internos e gestão de risco, Ana Paula Teixeira Sousa, única mulher na cúpula do BB, da diretora jurídica, Lucinéia Possar, e da presidente da BrasilPrev, Ângela Beatriz de Assis.

Pesaria contra Sousa o fato de ela ser ligado à administração atual. Apesar de não ser considerado “bolsonarista”, seu marido, Flávio Basílio, foi secretário de produtos de defesa no Ministério da Defesa, no governo Temer, e assim se tornou próximo dos militares. No início do governo Bolsonaro, ele próprio chegou a ser cotado para uma vaga na vice-presidência do BB. Atualmente, comanda a BBTS, empresa de tecnologia do grupo. Ambos são funcionários de carreira do BB há muitos anos e Basílio já teve passagem também pelo governo do PT, quando foi assessor do ministro Guido Mantega.

No caso de Possar, sua atuação no departamento jurídico é bem-vista, mas lhe faltaria experiência na área comercial. Já Assis é tida como um nome de perfil mais independente. Ela ingressou no BB em 1992, passou pelo varejo e diversas diretorias e não teria grandes ligações políticas.

Apesar da busca por uma mulher para o BB, nada está definido. Se a Caixa for comandada por uma mulher, diminuiria a pressão para que o BB também o seja. No caso da Caixa, um dos nomes que circula nos bastidores é o de Maria Fernanda Ramos Coelho, que presidiu o banco no segundo governo Lula. No fim de novembro, foi ela quem entregou ao presidente eleito uma carta com sugestões dos funcionários da Caixa para a nova administração.

Enquanto isso, o atual comandante do BB, Fausto Ribeiro, faz campanha para permanecer no cargo. Próximo da família Bolsonaro, quando assumiu o comando da instituição, no ano passado, teve sua nomeação criticada por analistas, já que ele não havia passado por nenhuma vice-presidência.

Ainda assim, ao longo de pouco mais de um ano e meio de administração, Ribeiro implementou uma gestão técnica, não entregou todos os pedidos do governo – o BB não entrou no consignado para o Auxílio Brasil e rechaçou pedidos para antecipar dividendos – e vai deixar o cargo entregando lucro e rentabilidade recordes, superando inclusive os rivais privados. Filho de funcionário do BB e ele mesmo empregado de carreira do banco há décadas, também conseguiu manter um ótimo relacionamento com a base de colaboradores.

Existiria até uma campanha voluntária de alguns funcionários do banco, que usam o mote #ficaFausto. De qualquer forma, seu principal trunfo seria a forte ligação do banco com o agronegócio. Na bancada do agro, há quem defenda que mantê-lo no comando do BB seria uma forma de o governo Lula fazer um aceno ao setor – que nas eleições se mostrou claramente bolsonarista – e tentar uma aproximação. O recado para a agricultura seria de que não haveria grandes mudanças na política de financiamento, incluindo o Plano Safra.

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