Domingo, 26 de Abril de 2026

Home Mundo Governo Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para condenados à morte

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Os Estados Unidos anunciaram que vão permitir as execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento e que voltarão a aplicar injeções letais em casos de pena de morte no país, além de métodos como asfixia por gás e choque elétrico.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA. No comunicado, o órgão diz estar cumprindo uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país.

O relatório funciona como uma diretriz para os estados. Isso porque a lei só autoriza o governo federal a realizar execuções em estados que permitem a pena de morte e deve seguir os protocolos locais. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.

A injeção letal é um dos métodos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. No entanto, vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução por uma decisão do governo do ex-presidente democrata Joe Biden.

A gestão Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam “dor e sofrimento desnecessários no método”. No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise do governo anterior de “profundamente falha”.

“Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes”, diz o comunicado.

Na prática, a nova determinação do governo Trump será utilizada como um parâmetro, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.

Em 2025, por exemplo, um homem foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul, em meio à falta de medicamentos para a aplicação da injeção letal.

Em 2024, em um caso inédito, o estado do Alabama começou a aplicar a morte por asfixia como alternativa. Esse método, no entanto, também enfrentou denúncias de sofrimento exagerado e poderia ser comparável à tortura, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a “incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados”, entre eles:

* O pelotão de fuzilamento;

* A asfixia com gás nitrogênio;

* A eletrocussão, ou choque elétrico.

“Essa modificação ajudará a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um medicamento específico não esteja disponível”, diz o relatório. (Com informações do portal de notícias g1)

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