Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 30 de outubro de 2026
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi alvo de um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, essa foi a maior ação criminosa já registrada na história do setor. O crime aconteceu na quinta-feira (29) e levou aproximadamente 20 minutos para ser realizado.
Fundada em 2017 em Xangai, na China, a Binance é uma plataforma que permite comprar, vender e guardar criptomoedas, como o Bitcoin. A empresa tem 335 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e mantém sob sua responsabilidade mais de US$ 160 bilhões (R$ 879 bilhões) em ativos digitais.
O ataque levantou preocupações sobre a segurança de plataformas e provocou uma queda no preço das principais criptomoedas nesta sexta-feira (30). Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, os responsáveis pelo roubo seriam hackers ligados à Coreia do Norte.
A Binance, porém, afirmou que sua investigação ainda não identificou os criminosos. A corretora suspendeu temporariamente os saques, mas garantiu que o dinheiro dos clientes está protegido e prometeu cobrir todas as perdas.
Como os hackers conseguiram roubar tanto dinheiro?
As investigações ainda estão em andamento, mas as primeiras informações ajudam a entender como os criminosos conseguiram desviar uma quantia tão elevada em poucos minutos.
Inicialmente, a Binance suspeitou que o ataque tivesse começado pelo computador de um de seus engenheiros. O equipamento teria sido invadido, permitindo que os hackers entrassem nos sistemas da empresa. Posteriormente, a corretora informou que encontrou outras falhas de segurança que também podem ter sido exploradas.
Segundo a TRM Labs, os criminosos conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências de criptomoedas.
A maior parte do roubo aconteceu por volta das 17h (no horário de Brasília) de quinta, segundo registros das transações analisados por especialistas.
Após o desvio, os criminosos começaram a movimentar rapidamente os recursos para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro.