Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

Home Economia Inflação do aluguel sobe mais de 1,7% em março e fica em quase 15% em 12 meses

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou em 1,74% em março, informou nesta quarta-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumula alta de 5,49% no ano e de 14,77% em 12 meses, contra 16,12% nos 12 meses imediatamente anteriores.

O índice superou, entretanto, a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas vendo avanço de 1,37%, depois de o indicador ter subido 1,83% em fevereiro. Em março de 2021, o índice havia subido 2,94% e acumulava alta de 31,10% em 12 meses.

“Nesta apuração, os combustíveis, cujos preços foram reajustados no dia 11/03, começaram a influenciar os resultados da inflação ao produtor e ao consumidor. O preço do diesel avançou para 8,89% ao produtor e, o da gasolina, subiu 1,36% ao consumidor.

Os preços do trigo (de 1,69% para 4,90%), da farinha de trigo (de 2,68% para 6,25%) e dos pães e bolos industrializados (de 1,11% para 1,20%) também começaram a registrar aceleração no índice ao produtor”, destacou André Braz, coordenador da pesquisa.

A Petrobras anunciou no começo de março alta nos preços do diesel de cerca de 25% em suas refinarias, além de aumento de quase 19% na gasolina, na esteira dos ganhos nas cotações do petróleo no mercado internacional em função da guerra na Ucrânia.

O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel” por servir de parâmetro para o reajuste de diversos contratos, como os de locação de imóveis. Além da variação dos preços ao consumidor, o índice também acompanha o custo de produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e dos insumos da construção civil.

A “inflação do aluguel” fechou 2021 com alta de 17,78%.

Composição do IGP-M

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui peso de 60% na composição do IGP-M, subiu 2,07% em março, com destaque para as altas dos ovos (16,98%), carne de aves (11,49%) e diesel (8,89%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, variou 0,86% no mês, com destaque para a gasolina (1,36%), tomate (13,89%) e cenoura (37,83%);

O Índice Nacional de Custo da Construção, com peso de 10% no IGP-M, ficou em 0,73%. Os três grupos componentes registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: materiais e equipamentos (0,56% para 0,29%), serviços (1,69% para 0,79%) e mão de Obra (0,19% para 1,12%).

Remédios

Os preços dos medicamentos devem ser reajustados em 10,89%, segundo informou o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). Esse percentual de reajuste é um valor máximo que pode ser aplicado pelos fabricantes, e deve entrar em vigor no final desta semana.

O índice leva em conta a inflação e o fator Y, divulgado na última terça (29) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que calcula os custos de produção não captados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, como variação cambial, tarifas de eletricidade e variação de preços de insumos.

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