Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home em foco Inteligência ucraniana diz que a Rússia planeja ficar na Ucrânia até setembro

Compartilhe esta notícia:

O serviço de inteligência da Ucrânia afirmou nesta terça-feira (3) que a Rússia planeja estender a presença militar no território ucraniano até setembro deste ano e que já avalia integrar as regiões ocupadas por militares ao espaço econômico do país.

“Há informações entre os militares do ocupante de que o prazo da chamada ‘operação militar especial’ está marcado para setembro de 2022”, afirma o serviço de inteligência em um relatório divulgado na manhã desta terça.

O documento cita episódios como um hasteamento da bandeira russa em áreas ocupadas e a produção de selos do governo russo nesses locais.

“Em 1º de maio, em Henichesk, o recém-nomeado ‘chefe da Câmara Municipal’, Andriy Klochko, organizou um solene hasteamento da bandeira russa”, afirma a Ucrânia no relatório, acrescentando ainda que moradores locais “ignoraram” a bandeira.

Em Rostov, segundo o documento, comerciantes e empresários receberam encomendas do governo russo para produzir selos oficiais russos a serem distribuídos em “instituições de ensino, hospitais, polícia, cartórios e instituições administrativas”.

O serviço de inteligência afirma ainda que as tropas russas em Mariupol instalaram três cemitérios móveis para colocar corpos de civis da cidade desde 15 de abril. “Hoje em Mariupol os ocupantes realizam ‘grande limpeza’. Os russos estão procurando e destruindo os corpos dos mortos”, diz o documento.

Ataques

Pelo menos 10 pessoas morreram e 15 ficaram feridas pelo bombardeio russo de uma usina de coca (minério) na cidade de Avdiivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, nesta terça, disse o governador regional.

“Os russos sabiam exatamente para onde estavam mirando. Os trabalhadores tinham acabado de terminar seu turno e estavam esperando em um ponto de ônibus por um veículo para levá-los da fábrica para casa”, informou o governador de Donetsk, Pavlo Kyrylenko.

A Rússia não comentou imediatamente o incidente. Ele nega ter como alvo civis.

Em Lviv, sons de explosão foram ouvidos nesta terça, segundo informou o prefeito local. Andrey Sadovy disse em suas redes sociais para que a população busque os alojamentos antibomba.

Entre as maiores cidades ucranianas, Lviv foi uma das menos atacadas. O local é conhecido por ser um centro diplomático e foi rota de fuga para milhares de ucranianos que queriam deixar o país pelas fronteiras da Hungria, Polônia e Eslováquia.

No dia 18 de abril, a Rússia atacou a cidade pela primeira vez. Na ofensiva em questão, 7 pessoas morreram, informou a agência de notícias Reuters.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Falha de projeto levou a Rússia a perder centenas de tanques na guerra da Ucrânia
Suprema Corte dos Estados Unidos pode mudar entendimento de 50 anos sobre aborto. Entenda o que pode acontecer
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play

No Ar: Pampa Na Tarde