Domingo, 17 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de maio de 2026
A Polícia Federal (PF) afirmou que a transferência do delegado responsável pela investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ocorreu para garantir “maior eficiência e continuidade” ao inquérito que apura supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A mudança aconteceu após a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que havia solicitado a quebra de sigilo bancário de Lulinha durante a apuração conduzida no STF (Supremo Tribunal Federal).
Área especializada
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que os inquéritos da Operação Sem Desconto deixaram a Coordenação-Geral de Polícia Fazendária e passaram a tramitar na Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
Segundo a corporação, a nova área possui estrutura permanente voltada para investigações “sensíveis e complexas” em andamento no STF. A PF também afirmou que não houve alteração na equipe responsável pela condução das investigações.
Mudanças
A troca do delegado provocou reação do ministro André Mendonça, que convocou uma reunião para pedir esclarecimentos à corporação.
Guilherme Figueiredo Silva era considerado peça central da investigação sobre supostos desvios milionários no INSS e participou de pedidos de medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.
Foi durante sua atuação que a PF pediu a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada posteriormente pelo Supremo.
Investigação
O inquérito investiga suspeitas de fraudes estruturadas em benefícios previdenciários do INSS.
A Polícia Federal apura a atuação do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema.
Lulinha entrou na mira da investigação após depoimentos e análises financeiras que indicariam possível ligação indireta com pessoas investigadas. A defesa do filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nega irregularidades e afirma que não houve prática ilícita.
A apuração segue sob supervisão do STF e novas diligências ainda podem ser realizadas.
Nota
Leia na íntegra a nota divulgada pela PF:
“A Polícia Federal esclarece que os inquéritos relativos à Operação Sem Desconto foram transferidos da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF), onde foram instaurados inicialmente, para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF).
A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a CINQ possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.
Ressalta-se que não houve alteração na equipe que conduz as investigações.” (Com informações do portal ND+)