Domingo, 27 de Setembro de 2026

Home Política Lula chama fundo eleitoral de “promiscuidade” e defende reforma política

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o fim do fundo eleitoral, o que considera uma “promiscuidade generalizada na política”. Para o chefe do Executivo, é preciso uma reforma política para acabar com a polarização.

“Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está. Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Não é possível”, afirmou em entrevista ao Canal Livre, da TV Band, neste domingo (27).

Para Lula, somente com uma nova perspectiva política onde os partidos representam a sociedade. “Então, tudo isso vai ter que mudar. Se eu não fizer, ninguém faz. A gente vai acabar com a polarização quando os partidos representarem, de fato, os lados da sociedade. Eles têm que representar uma parte do povo. É assim que se cria partido político. Agora, nós não temos mais isso”, disse.

Segundo o presidente, com uma reforma política “digna” será possível “devolver a política outra vez sadia para o povo brasileiro”. Na entrevista, Lua ainda ressaltou o papel de seu partido, o PT, como exemplo de legenda. Para ele, a sigla é a única na política brasileira que tem programa, manifesto e bandeiras claras.

“O que representa a maioria dos partidos? Quantos partidos você tem de caráter nacional, que? Só o PT. Porque o restante virou um clube, sabe, de financiar campanha. As pessoas se organizam de acordo com a quantidade de deputados que conseguem ter. Aí o cara cria uma média empresa, aí recebe fundo partidário, recebe fundo eleitoral. Nem sempre se controla o que faz com o dinheiro. Então isso já precisa acabar”, frisou.

Lula ainda ponderou que apoiou a criação dos fundos, mas que o modelo atual “apodreceu a política”.

“Mais o orçamento secreto, aí que apodreceu de vez a política. Na hora de votar o deputado pensa nele primeiro, ele pensa no mundo dele. E nós precisamos criar as condições de pensar um pouco nesse país, para dar chance às pessoas novas que querem entrar na política, criar um partido que tem um programa para a gente saber o que aquele partido pensa. Hoje são interesses corporativos. Então, é muito difícil”, frisou.

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