Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026

Home Política Lula defende responsabilidade fiscal e diz que economia precisa estar “arrumada” para atrair investimentos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira responsabilidade fiscal em seu governo e disse que, para atrair investimentos, a economia do país precisa estar “arrumada”. As declarações do petista ocorreram em reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos e horas após ele se reunir com economistas para debater o rumo da economia no país, num momento em que é pressionado por ajuste fiscal.

Em sua fala, Lula disse que não quer que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação e da industrialização” e defendeu a necessidade de construir parcerias com outros países para a exploração desses minerais críticos.

“Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade (…) é por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que temos que ter responsabilidade fiscal e é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias. Esse projeto da criação do conselho é um instante de muita seriedade desse país”, disse Lula.

O petista seguiu, afirmando que há o entendimento que é preciso atrair “pessoas interessadas a vir trabalhar conosco” e defendeu o que chamou de uma “economia arrumada”.

“Para a gente atrair, vamos ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se estamos falando sério e nós precisamos provar ao voto do dia 25 que valeu a pena o povo br fazer o que fez nas ruas e nas redes”, disse Lula.

O presidente também afirmou que o “Brasil saiu dessa eleição como exemplo” e que o vitorioso das urnas não foi um partido nem um candidato, mas, sim, o povo brasileiro. Segundo Lula, o povo “acordou para não permitir que esse país caísse num abismo de incertezas”.

Ele disse que as pessoas que votaram no último dia 25 votaram em “defesa da dignidade e da soberania” do país. O presidente afirmou ainda que o Brasil já teve muitas vezes uma “elite política que tinha comportamento de vira-lata, que se submetia a tudo e a todos sem questionar” e emendou com críticas à privatizações que foram feitas em outros governos, falando que esses governantes “não tinham um projeto de pátria, tinham projeto de conta bancária”.

“É possível criar um país diferente. Não queremos que o Estado seja senhor supremo da exploração, da transformação da industrialização. Não. Queremos construir parceria, aqui está dito que precisamos aprender, que precisamos construir com outros países que queiram participar conosco no processo de transformação e exploração dessa riqueza”, afirmou Lula.

As declarações do chefe do Executivo ocorrem horas após o petista se reunir com aliados e economistas para discutir os rumos do país. O presidente convocou uma reunião no Palácio da Alvorada com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas, em meio às discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal. Integrantes do governo afirmam que essa é a primeira rodada de encontros em que Lula pretende ouvir opiniões sobre a conjuntura econômica do país. A expectativa é de novas reuniões ouvindo outros economistas e também empresários.

O encontro foi marcado de última hora por Lula e não está na previsão da agenda presidencial. A reunião ocorreu também um dia depois do Banco Central interromper o ciclo de corte de juros na quarta-feira, ao manter a Taxa Selic em 13,75% ao ano.

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