Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 29 de setembro de 2026
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a remoção de publicações feitas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a respeito de uma declaração do presidente sobre exames de próstata e ginecológicos. Os advogados do PT também solicitaram que o parlamentar seja impedido de publicar novos conteúdos com “idêntico teor”.
O episódio ocorreu durante um comício realizado em Belém (PA), na noite de segunda-feira (28). Ao falar sobre a resistência dos homens aos exames preventivos de próstata, Lula afirmou que “mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”.
Na sequência, o presidente explicou a comparação que fazia entre homens e mulheres ao abordar a realização de exames médicos.
“Porque o homem é covarde, o homem não gosta de fazer teste de próstata, ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde que é pequena, o homem não, é cheio de trejeito. Ele não sabe que quando ele tiver câncer de próstata vão dar muito toque nele”, disse Lula.
Após a declaração, a campanha do presidente apresentou uma explicação sobre o sentido atribuído à fala. Em nota, afirmou que Lula se referia a exames ginecológicos preventivos, que, segundo a manifestação, fazem parte da rotina de cuidados com a saúde feminina desde a juventude.
“O presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”, afirmou a campanha.
Na representação encaminhada ao TSE, os advogados pedem a retirada de publicações de Nikolas Ferreira que, segundo a campanha de Lula, atribuíram conteúdo de natureza sexual à declaração feita pelo presidente.
A petição sustenta que Lula fazia uma comparação relacionada à diferença de comportamento entre homens e mulheres diante de exames médicos preventivos. Segundo o documento, o presidente mencionava, de um lado, a resistência masculina aos exames de próstata e, de outro, a orientação recebida pelas mulheres desde cedo para procurar atendimento ginecológico.
A campanha argumenta que as publicações do deputado deram outro significado à declaração original. No pedido apresentado ao TSE, os advogados afirmam que a crítica de Nikolas Ferreira introduziu uma interpretação diferente daquela apresentada por Lula durante o comício.
“A crítica apresentada pelo parlamentar introduz outro significado ao empregar expressões como “nojento”, invocar a figura de um “pedófilo” e interpretar “toque” necessariamente como toque vaginal interno em crianças”, diz a petição apresentada pela campanha de Lula ao TSE. (Com informações do jornal O Globo)