Domingo, 10 de Maio de 2026

Home Variedades “Luxo é poder se desconectar”: especialista fala sobre atuais tendências de turismo para os mais ricos

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Em tempos de hiperconectividade e superexposição nas redes sociais, luxo é poder sumir por um tempo. Essa é uma das tendências mais fortes atualmente no turismo de alto padrão, de acordo com o executivo inglês Simon Mayle, radicado em São Paulo e diretor da principal feira do segmento no País, a ILTM Latin America – sigla para “International Luxury Travel Market” (Mercado Internacional de Viagens de Luxo, em inglês).

Em entrevista ao portal o globo.com, Mayle falou sobre as tendências do segmento. “Luxo hoje em dia é poder desaparecer, desligar-se do trabalho e às vezes até da família, realmente se desconectar para conectar à natureza”, ressalta. Trata-se de uma atividade que movimenta bilhões de dólares a cada ano.

Ainda segundo ele, a América Latina está incrível para esse tipo de viagem, seja na Argentina, Chile, regiões como a Amazônia: “No Brasil, os Lençóis Maranhenses são um destino verdadeiramente de luxo, por ser um lugar único e com experiências únicas. Antes disso, já havíamos visto o crescimento de lugares na América Central, como Costa Rica e Guatemala”.

Fora do continente, o especialista britânico menciona a China e países africanos: “O Japão continua muito em moda, mas os viajantes estão explorando outros lugares, como o Gigante Asiático, que está sendo explorado como um todo. Pequim, os guerreiros de terracota de Xian, Xangai, Guangzhou, os pandas de Chengdu.”

Ele acrescenta que, na África, Benin tem sido uma grande descoberta para muita gente. O país investe bastante em turismo de experiência e se destaca no segmento de afroturismo internacionalmente, algo também realizado no Brasil, especialmente na capital baiana Salvador.

“Na Europa, que está sempre em alta também, vejo crescer o interesse pela Escandinávia e pelos cruzeiros fluviais. Aliás, o mercado de cruzeiros de luxo deve crescer 25% este ano”, complementa.

Outra tendência mundial são os grandes eventos, com muitas pessoas viajando para shows. Simon relata: “Uma amiga minha do Alabama me ligou e disse: “Não consegui ingressos para ver o Harry Styles nos Estados Unidos, então acho que vou para São Paulo. O mesmo aconteceu com Bad Bunny, com muita gente indo ver os shows em Porto Rico e até mesmo no Brasil”.

Sobre o momento do Brasil no cenário turístico internacional, Simon Mayle avalia que o Brasil está passando por um momento espetacular, com recordes de visitantes internacionais. “Eu acho que a estratégia da Embratur está certa de apostar em novos mercados fora da região. Eles entendem bem quais são os principais mercados emissores de turistas de luxo, que são Estados Unidos, França e Inglaterra, cenários diferentes dos já tradicionais Uruguai, Argentina e Chile.

Rio de Janeiro

Nesse ano, um terço das pessoas que chegaram ao Brasil na semana do Carnaval, desembarcaram no Rio de Janeiro. E depois, muitas delas continuaram suas viagens para destinos como Búzios, Paraty. “Então é bom para o Brasil ter o Rio como o primeiro cartão-postal”, considera o especialista. “A primeira coisa que qualquer viajante internacional pensa no Brasil é o Rio, e eles nunca vão perder a oportunidade de conhecer a cidade.”

Ele vê a chegada das grandes marcas de hotelaria como algo extremamente positivo. “Às vezes, as grandes marcas de hotéis têm o poder de transformar uma cidade em destino internacional. O trabalho que Rosewood fez por São Paulo, por exemplo, foi incrível, as pessoas passaram a ver a cidade de outra maneira. Four Seasons é uma marca que carrega muito respeito mundialmente, mas sobretudo entre norte-americanos e canadenses, assim como Sofitel é muito forte no mercado francês”.

Ao mesmo tempo, recentemente a imagem de turistas presos no alto de uma pedra por conta de uma operação policial no Vidigal, rodou o mundo. Como esse tipo de acontecimento pode afetar o crescimento do Rio enquanto destino internacional? O inglês responde:

“A gente precisa colocar as coisas em perspectiva. Às vezes colocamos muito peso nesse tipo de acontecimento, pensamos que está rodando o mundo inteiro, enquanto que o noticiário, hoje em dia, vira muito mais rápido. Há muitas outras coisas ruins acontecendo no mundo, como a guerra no Oriente Médio, que é um fato que preocupa mais o público internacional. Em todo lugar há problemas”.

Por fim, ele ressalta ter ficado “muito feliz de ver tantos jornalistas internacionais vindo ao Brasil recentemente e falando coisas muito boas sobre o País, ajudando a esclarecer para o mundo que o que acontece (em termos de violencia urbana etc.) são exceções. (com informações do portal O Globo)

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