Sábado, 31 de Outubro de 2026

Home Economia Mais de 7º dos declarantes de Imposto de Renda têm patrimônio acima de R$ 1 milhão

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Só 7,1% de quem declarou o Imposto de Renda em 2026 têm mais de R$ 1 milhão de patrimônio. São 3 milhões de pessoas. Os dados são da Receita Federal.

Até 17 de outubro deste ano, 42,2 milhões de pessoas haviam declarado IRPF em 2026. Desse total, 27,6 milhões, ou seja, 65,4%, têm patrimônio de até R$ 100 mil. Outras 8,8 milhões (20,9%), de R$ 100 mil a R$ 500 mil e 2,8 milhões (6,6%), de R$ 500 mil a R$ 1,0 milhão.

Só 1% de quem declarou Imposto de Renda Pessoa Física em 2026 ganha mais de R$ 1,2 milhão no ano. São 448.671 pessoas. Desse total, 35,82 milhões de pessoas, ou seja, 85%, ganham anualmente até R$ 200 mil.

O retrato da distribuição patrimonial ganha relevância depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seu 4º mandato, o petista terá de conciliar a agenda de ampliação de políticas sociais e valorização da renda com os desafios fiscais do país. Durante a campanha, o presidente defendeu a continuidade de programas sociais e medidas para estimular o mercado interno.

Além disso, o programa de governo de Lula tratava de “justiça tributária e da redução de desigualdades”.

Sob a diretriz de “colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”, o documento detalha as medidas para reformular a tributação sobre renda e patrimônio no Brasil.

A maior contribuição dos super-ricos é apresentada como o motor financeiro para o alívio fiscal das famílias brasileiras. O cumprimento da promessa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 está listado entre as “principais conquistas”. Lula sancionou a isenção do IR em novembro de 2025. A proposta foi apresentada na campanha de 2022 e foi usada como bandeira para a reeleição do presidente.

Já a do então candidato Flávio Bolsonaro combinava em suas propostas a redução de despesas com a promessa de diminuir a carga tributária. O programa do candidato do PL propunha revisar a reforma tributária sobre o consumo, reduzir o Imposto sobre Valor Agregado, desonerar investimentos e exportações e diminuir impostos sobre energia e combustíveis. A ideia era que um ajuste das contas permitiria reduzir impostos sem ampliar o endividamento público. (Com informações do portal Poder 360)

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