Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home Copa do Mundo 22 Maradona em 1986 ou Messi em 2022: quem foi melhor nos números e o que Lionel pode conquistar na final

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A comparação é inevitável: adorado, o craque argentino com a camisa 10 lidera seu país à final da Copa do Mundo. Durante toda sua carreira, Lionel Messi conviveu com a sombra de Maradona, suas atitudes, desempenho e liderança na seleção sempre medidos com a régua do maior ídolo do seu país. Ao levar, de novo, a Argentina à final, Messi deu nova vida a essa comparação: seu desempenho este ano pode ser comparado com o de Maradona em 1986?

É uma comparação difícil: afinal de contas, 36 anos separam os dois torneios. O futebol em 2022 é muito diferente daquele de 1986: é mais físico, com menos espaços e muito mais rápido. O que os números apontam, entretanto, é um nível de desempenho muito parecido.

2022 x 1986

Messi, até agora, participou de 8 dos 12 gols feitos pela Argentina: são cinco pênaltis e três assistências, o equivalente a 66%. Em 1986, Maradona participou de 10 dos 14 gols feitos pela seleção naquela Copa: cinco gols e cinco assistências, com 71%. Trata-se de uma leve vantagem para Maradona mas Messi ainda terá mais um jogo para diminuir a distância.

Messi, que já superou Maradona em número de gols marcados em Copas neste torneio, terá na final uma possibilidade de também superar o desempenho do Diego de 1986: com mais um gol, já terá balançado as redes mais vezes. Se a Argentina marcar dois gols e ambos contarem com a participação de Messi, igualará o peso nos gols de Maradona em 1986.

Produtividade

A semelhança se reflete em outros dados: Messi dá 3 passes decisivos por jogo, segundo o SofaScore. Maradona, em 1986, deu 3,9. Messi chuta 4,5 vezes a cada 90 minutos, enquanto Maradona finalizou 4,3 vezes. A favor de Maradona, pesa o fato de que, dos cinco gols que fez, nenhum foi de pênalti. Messi marcou cinco vezes, mas três vezes da marca da cal. Mas vale lembrar que não havia VAR em 1986, o que faria a diferença, por exemplo, no primeiro gol de Maradona contra a Inglaterra, feito com a mão.

Simbolismo

Mas o que os números não conseguem captar é o significado do título. O clima fora de campo é outro fator que contribui para transformar o desempenho de Maradona em legendário: o título veio quatro anos depois da Guerra das Malvinas contra a Inglaterra. Não por acaso, o desempenho incrível de Maradona contra os ingleses nas quartas é um dos jogos mais marcantes da história das Copas. Nesse sentido, talvez a Copa de Messi seja menos simbólica.

Messi decidiu nos três jogos do mata-mata: abriu o placar contra a Austrália, deu o passe para o primeiro gol contra a Holanda e marcou o segundo, e também abriu o placar contra a Croácia, além de dar mais uma assistência. Mas é muito difícil atingir o impacto cultural dos dois gols de Maradona contra a Inglaterra: o primeiro, “a mão de Deus”, o segundo, a arrancada para um dos gols mais bonitos da história das Copas, senão o mais bonito.

Na frieza dos números, a Copa de Messi já pode ser comparada com a de Maradona: mesmo que Lionel esteja um pouco atrás ainda em algumas métricas. Mas o peso do título de 1986 para o imaginário argentino já está consolidado, enquanto o peso de um eventual título em 2022 será definido apenas nos próximos anos.

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