Sábado, 25 de Abril de 2026

Home Política Michelle pressiona família Bolsonaro por apoio a mulheres em postos-chave nas eleições deste ano

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Responsável pelo PL Mulher, Michelle Bolsonaro passou a pressionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por apoio a candidaturas femininas. Michelle cobra empenho do clã Bolsonaro a Celina Leão (PP) para o governo do Distrito Federal e endossa o nome da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL) para vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro à Presidência.

A movimentação ocorre em meio às articulações internas do Partido Liberal para as eleições de 2026 e evidencia a busca por maior protagonismo de Michelle Bolsonaro nas decisões estratégicas da legenda. À frente do segmento feminino do partido, a ex-primeira-dama tem defendido maior espaço para mulheres em disputas majoritárias e cargos de destaque.

Celina não é unanimidade na família, enquanto a escolha por Priscila tornaria a chapa “puro-sangue” – algo que a família Bolsonaro rejeita até o momento por acreditarem em uma aliança com o vice indicado por um partido do Centrão.

O debate em torno dos nomes expõe diferentes visões dentro do grupo político sobre a melhor estratégia para a sucessão presidencial. De um lado, há a defesa de candidaturas ligadas diretamente ao PL. De outro, integrantes avaliam a possibilidade de composições com partidos aliados para ampliar o alcance eleitoral e fortalecer alianças nacionais.

A ex-primeira-dama tem cobrado do marido que respeite o seu papel de voz ativa nas decisões do partido e rejeita ter um papel meramente honorífico no PL.

Segundo relatos de aliados, Michelle busca consolidar influência para além da representação institucional do segmento feminino e participar ativamente das definições consideradas centrais dentro da legenda. A cobrança também é interpretada como tentativa de ampliar seu espaço político próprio dentro do partido.

A aliados, ela reclama de se resumir à atração de candidaturas para a nominata feminina e se coloca como voz decisiva para postos mais altos. O posicionamento reforça o interesse em participar da construção das chapas majoritárias e da escolha de nomes estratégicos para disputas estaduais e nacionais.

Flávio Bolsonaro, até o momento, dá de ombros para as reclamações da madrasta, o que tem aumentado o tom das críticas feitas ao ex-presidente. O episódio revela divergências internas sobre a condução política do grupo e o papel de cada liderança no processo de definição das candidaturas.

Nos bastidores, as discussões envolvem não apenas nomes para futuras eleições, mas também o equilíbrio de forças entre alas do partido. A atuação de Michelle Bolsonaro tem sido observada como um movimento para ampliar presença nas decisões e fortalecer aliados próximos.

As articulações seguem em andamento e devem continuar nos próximos meses, à medida que o partido avança nas negociações para 2026. A definição de candidaturas e alianças tende a depender de entendimentos internos e da estratégia eleitoral adotada pela legenda. (Com informações da revista Veja)

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