Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

Home Economia Ministério da Fazenda altera projeção de alta da inflação pelo IPCA em 2026 de 3,7% para 4,5%

Compartilhe esta notícia:

O governo Lula revisou as projeções para a economia brasileira em 2026 e elevou a expectativa de inflação de 3,7% para 4,5%, no limite superior da meta estabelecida. Ao mesmo tempo, o Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

Os dados constam no Boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE). A edição anterior do relatório havia sido publicada em fevereiro.

Segundo a equipe econômica, a alta das commodities energéticas passou a pressionar as expectativas para os índices de preços. O relatório também considera fatores como a taxa de câmbio projetada para 2026, a expectativa de juros mais altos e os resultados recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“A revisão incorpora os seguintes fatores: a elevação da cotação do petróleo, que atua como vetor altista; a apreciação da taxa de câmbio estimada para 2026, a expectativa de mercado de uma taxa Selic mais alta ao longo do ano e as políticas mitigatórias, que operam em sentido oposto; e os resultados recentes do IPCA, que vieram acima do projetado na grade anterior”, explica o governo no relatório.

Mesmo após a revisão, o governo mantém a projeção do IPCA dentro da meta definida para este ano. O centro da meta permanece em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com isso, o teto permitido para a inflação segue em 4,5%.

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, os combustíveis acumulam alta média de 6,8% no Brasil em 2026. O avanço do petróleo no mercado internacional tem ampliado a pressão sobre diferentes segmentos da economia, com reflexos sobre preços industriais e alimentos.

Os dados do IPCA de abril indicaram avanço de 0,67% no mês. Apesar da desaceleração em relação ao resultado anterior, a inflação acumulada em 12 meses avançou de 4,14%, em março, para 4,39%. Para 2027, a estimativa de inflação também subiu e passou de 3% para 3,5%.

PIB

A previsão para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 2,3%. O Ministério da Fazenda afirma que o desempenho econômico deve continuar sustentado pela expansão dos setores de indústria e serviços, mesmo com expectativa de desaceleração da agropecuária.

A estimativa de crescimento para 2027 também foi mantida em 2,7%. Segundo a equipe econômica, o avanço da atividade no período deve ocorrer em meio ao ciclo de redução da taxa Selic previsto para 2026 e 2027.

No fim de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano. Na ata da reunião, o BC afirmou que monitora os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre as expectativas de inflação de longo prazo. (Com informações da revista Exame)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

No Brasil, trabalhadores por conta própria têm jornada 13,6% maior que a de empregados
Novo programa do governo Desenrola para pessoas com o pagamento em dia, mas juros altos de parcelas, deve sair em junho
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa