Sábado, 18 de Abril de 2026

Home Brasil Ministra de Lula Anielle Franco avalia processar o vice-presidente do PT no Conselho de Ética por apoiar o ex-ministro Silvio Almeida

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O apoio do vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, ao ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida, denunciado por importunação sexual pela Procuradoria Geral da República (PGR), gerou mal estar no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo relatos, a ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, uma das vítimas de assédio de Almeida, e dirigentes da cúpula do PT se irritaram com o posicionamento de Quaquá. Ainda segundo dois dirigentes ouvidos, a ex-ministra ligou para correligionários para saber como proceder, e disse que pretendia representar o vice-presidente do PT no Conselho de Ética do partido. Procurado, Quaquá não se manifestou.

A assessoria da ministra negou que ela vá acionar o órgão, afirmando que a informação não procede e que ela nunca falou sobre isso com ninguém. A Coluna procurou a ministra durante três dias para prestar esclarecimentos, mas não obteve resposta. Somente nesta sexta-feira, 17, conseguiu contato com sua equipe, que negou intenção de Anielle de representar contra Silvio Almeida.

No último fim de semana, Quaquá convidou Sílvio para integrar e assumir funções em projetos culturais e acadêmicos no município da Região Metropolitana do Rio. Entre as propostas está coordenar o futuro Museu da Contribuição Africana ao Brasil.

Dirigentes petistas admitiram que o gesto de Quaquá a Silvio Almeida “pega muito mal” e classificaram as publicações como “provocações diretas a Anielle”.

Silvio Almeida foi demitido do governo em setembro de 2024, após virem à tona denúncias de assédio sexual feitas à ONG Me Too Brasil. Entre as vítimas estava a então ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que era colega de Esplanada de Almeida. Ele nega todas as acusações.

Dirigente do PT também causou climão ao apoiar irmãos Brazão
Washington Quaquá, que está em seu terceiro mandato como prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, confirmou nas redes sociais, nesta segunda-feira, 13, ter convidado o ex-ministro Silvio Almeida para coordenar o Museu da Escravidão que pretende fazer na cidade fluminense.

Dias antes, teve um encontro em São Paulo com possíveis integrantes da equipe do museu, onde posou com Silvio Almeida e o chamou de “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”.

O vice-presidente do PT coleciona polêmicas e já foi representado por Anielle Franco no Conselho de Ética petista em janeiro deste ano. Na ocasião, ele defendeu os irmãos Domingo e Chiquinho Brazão, condenados um mês depois por serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, irmã de Anielle, e do motorista Anderson Gomes. (Coluna de opinião do portal Estadão, por Roseann Kennedy).

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