Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026

Home Política Ministro Alexandre de Moraes arquiva investigação contra o empresário Luciano Hang por participação nos atos antidemocráticos de 2022

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma investigação que apurava uma possível participação do empresário Luciano Hang, dono da Havan, em manifestações realizadas após as eleições presidenciais de 2022. O procedimento investigava suspeitas de apoio a atos considerados antidemocráticos e ao bloqueio de uma rodovia em Santa Catarina.

A decisão foi proferida na última quinta-feira (6). Segundo Moraes, a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) confirmou que manifestantes utilizaram o espaço de uma unidade da Havan localizada às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC), durante um protesto realizado após o segundo turno das eleições.

Apesar da confirmação de que os manifestantes permaneceram nas dependências da empresa, a PF não encontrou elementos que comprovassem que Hang ou representantes da Havan tenham autorizado a concentração, participado da organização ou oferecido apoio ao movimento. A apuração incluiu depoimentos de funcionários e pessoas relacionadas à unidade.

Com base nas conclusões da investigação, Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também avaliou não haver elementos suficientes para responsabilizar o empresário pelos atos. O arquivamento, portanto, foi determinado diante da ausência de provas que estabelecessem uma relação entre Hang ou a empresa e as ações realizadas pelos manifestantes.

A investigação teve como foco uma manifestação ocorrida em 3 de novembro de 2022, dias após o segundo turno da eleição presidencial. Na ocasião, apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro (PL) se concentraram nas proximidades e nas dependências da loja da Havan em Rio do Sul e bloquearam a BR-470.

De acordo com informações reunidas pela Polícia Federal, parte dos manifestantes defendia pautas como uma intervenção militar, o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a anulação do resultado das eleições presidenciais. Também havia pedidos pela prisão do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a apuração, a PF ouviu o diretor-presidente da Havan, a gerente da unidade de Rio do Sul e outras pessoas relacionadas ao episódio. A partir dos depoimentos e dos demais elementos analisados, os investigadores não identificaram provas de que Luciano Hang ou integrantes da empresa tivessem autorizado a utilização do espaço para a manifestação ou contribuído de alguma forma para a mobilização.

A decisão de Moraes segue a manifestação da PGR, que concluiu pela inexistência, naquele momento, de elementos capazes de sustentar uma responsabilização criminal do empresário. O arquivamento, porém, não impede uma eventual retomada da apuração.

O ministro destacou que a investigação poderá ser reaberta caso sejam apresentadas novas provas ou surjam informações capazes de alterar as conclusões atuais. Na ausência de novos elementos, permanece válido o arquivamento determinado pelo STF. (Com informações da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles)

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Ministro Alexandre de Moraes arquiva investigação contra o empresário Luciano Hang por participação nos atos antidemocráticos de 2022
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