Domingo, 30 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 30 de agosto de 2026
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Dias Toffoli retirou de pauta o registro da candidatura de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República.
O procedimento que atesta a legalidade da candidatura começaria a ser julgado nesta segunda-feira (31) no plenário virtual da Corte. Toffoli apontou indícios de ilicitudes por possível descumprimento de dispositivos da legislação eleitoral que obrigam os candidatos a informarem contas nas redes sociais utilizadas nas campanhas no momento do registro da candidatura.
O ministro afirmou, em despacho emitido no sábado (29), que Renan e seu vice, Aroldo Medina, apresentaram 18 contas nas redes sociais em documentos enviados ao TSE em 19 de agosto. O pedido de registro havia sido apresentado no dia 7.
Toffoli destacou que as informações complementares sobre contas nas redes sociais descumpriram dispositivos da legislação e de resoluções do TSE que obrigam os candidatos a comunicarem à Justiça Eleitoral sítios eletrônicos usados para propaganda eleitoral.
Segundo resolução do TSE, os endereços eletrônicos preexistentes não informados no registro somente podem ser utilizados em campanha 48 horas após o seu registro na Justiça Eleitoral.
“Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina, informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento”, afirmou Toffoli.
Quem é Renan Santos
Renan concorre pela primeira vez a um cargo eletivo, assim como o seu partido, o Missão, criado em 2025. Aos 42 anos, é empresário e ativista político, lidera o MBL (Movimento Brasil Livre), que ajudou a fundar em 2014. Estudou Direito na USP (Universidade de São Paulo), sem concluir o curso.
O MBL teve origem nas manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, se transformou em partido político.
Entre outras propostas, Renan defende condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas, substituir a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) por um regime de negociação direta entre contratantes e trabalhadores e extinguir a Justiça do Trabalho.
Também propõe a criação de uma reserva nacional em criptomoedas, frentes de trabalho para reduzir a dependência do Bolsa Família e uma PEC (Proposta de emenda à Constituição) para promover um corte radical de gastos públicos.