Sábado, 21 de Maio de 2022

Home em foco Ministro Lewandowski do Supremo nega ter tido interesse na compra da casa do ex ministro da Educação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou que tenha manifestado interesse na compra de uma casa do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, em um condomínio fechado na Zona Sul de São Paulo. Weintraub afirmou à Polícia Federal em depoimento nesta tarde que se referia a Lewandowski ao declarar a um podcast que um dos ministros da Corte tentou adquirir o imóvel, já que ele morava nos Estados Unidos e, conforme teria dito o ministro, “não vai voltar para o Brasil”.

“O Gabinete do Ministro Ricardo Lewandowski informa que, por intermédio de uma corretora imobiliária, o Ministro visitou duas casas no referido condomínio em São Paulo, as quais estavam à venda, mas nenhuma delas de propriedade do depoente”, diz a nota divulgada à imprensa por Lewandowski.

Na oitiva, Weintraub foi questionado pelo delegado Fábio Alvarez Shor e respondeu que não tentou imputar ou insinuar crime ou difamar Lewandowski, mas que se lembrou do fato como “curioso” e “anedótico” e que “lhe tinha causado mal-estar, pois sequer sua residência estava à venda”.

A “proposta” de Ricardo Lewandowski pela casa teria sido feita a uma corretora e chegado a Weintraub no segundo semestre de 2021, conforme se recorda o ex-ministro, por meio de seu advogado, Auro Hadano Tanaka, que acompanhou a oitiva. A casa em questão fica em um condomínio em São Paulo, o Chácara Cordeiro, no Jardim Petrópolis, Zona Sul paulistana.

Abraham Weintraub e seu defensor disseram à PF que se comprometem a incluir nos autos documentos que registraram, “por mais de uma vez”, a entrada de Ricardo Lewandowski e sua esposa no condomínio. O ex-ministro afirmou que o suposto interesse de Lewandowski em adquirir sua casa foi manifestado após o julgamento, pelo ministro, de um habeas corpus movido por Weintraub ao STF. Na ocasião, o pedido do ex-ministro foi negado.

Em sua participação no podcast Inteligência LTDA em 16 de janeiro, o ex-ministro da Educação sugeriu que um dos ministros do Supremo teria feito chegar a ele o interesse em comprar a propriedade, já que ele não voltaria mais ao Brasil. Depois de deixar o cargo no governo Bolsonaro, em meio a uma crise com o STF por outros ataques seus à Corte, Abraham Weintraub foi nomeado para um cargo no Banco Mundial e se mudou para os Estados Unidos.

“Moro numa casa, num condomínio fechado, uma casa boa. Um juiz do STF estava procurando casa na região, dentro do condomínio. Viu a minha casa e falou: ‘Pô, casa bonita, hein? De quem é?’ Falaram: ‘Abraham Weintraub’. ‘Pergunta para ele se não quer vender para mim’. ‘Não está à venda’. ‘Pergunta se ele não quer vender para mim, já que ele não vai voltar para o Brasil’. O que acha disso? É adequado? Esse juiz me negou habeas corpus. Foi um dos dez que me negaram habeas corpus”, declarou o ex-ministro.

A oitiva de Weintraub foi feita no âmbito de uma apuração preliminar aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga ataques e disseminação de notícias falsas contra o Supremo e seus membros.

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