Terça-feira, 28 de Maio de 2024

Home em foco No Rio, Ciro Gomes diz que brasileiros estão endividados por causa de juro alto

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O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, fez campanha na manhã deste sábado (20), em Campo Grande, zona oeste do Rio. Ciro fez uma caminhada pelo comércio local, ao lado do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do candidato do partido ao governo do Rio, Rodrigo Neves.

Em discurso, registrado em vídeo pela equipe de campanha de Ciro e compartilhado nas redes sociais, o candidato deu ênfase à situação econômica das famílias.

“O Brasil precisa mudar. Trinta e três milhões de pessoas amanheceram hoje sem ter um bocado para colocar no prato de sua família. Cento e vinte milhões de pessoas no País todo não serão capazes de fazer três refeições hoje. De cada dez famílias brasileiras, oito estão superendividadas. Quase 70 milhões de brasileiros estão humilhados, com o nome sujo no SPC. E não é porque o povo brasileiro é caloteiro, é porque o governo brasileiro há 25 anos cobra a taxa de juro mais imoral e vergonhosa para empobrecer o povo e encher o bucho de luxo e de riqueza de meia dúzia de barões do sistema financeiro”, discursou Ciro.

Após a agenda na zona oeste, o candidato do PDT tem atos de campanha em São Gonçalo e em Niterói, cidades da região metropolitana do Rio. Neves, candidato do partido ao governo fluminense, foi prefeito de Niterói.

Plebiscitos e referendos

O candidato Ciro Gomes (PDT) afirmou que, se for eleito presidente, o diálogo com o Congresso Nacional terá intermédio com governadores e prefeitos, “que têm muito mais força do que os lobbys e grupos de pressão que hoje orientam a corrupção no Brasil”. A declaração foi feita em um ato de campanha em Osasco, cidade da região metropolitana de São Paulo.

Caso haja resistência dos parlamentares, Ciro disse que fará plebiscitos e referendos. “Garanto ao povo brasileiro que encerro essa crise política e aquela resistência que naturalmente pode acontecer será resolvida diretamente pelo povo através de um voto de plebiscito e referendos”, declarou.

Ele também foi enfático ao dizer que não seria “tchutchuca do Centrão” em um eventual governo. “Não vou mesmo”, respondeu, duas vezes, ao ser questionado pela imprensa. A expressão foi usada pelo youtuber Wilker Leão ao presidente Jair Bolsonaro (PL), na última quinta (18). No entanto, sobre como será o diálogo com o Centrão, Ciro generalizou, dizendo que vai conversar “com quem o povo eleger”. “A base do diálogo não será a corrupção nem a fisiologia. Quem o povo eleger é com quem vou negociar”, completou.

Ele ainda citou vários ex-presidentes para endossar as suas críticas ao Centrão. “Collor governou com essa gente e foi cassado. Fernando Henrique governou com essa gente e o PSDB nunca mais ganhou uma eleição nacional. Lula governou com essa gente e foi preso. Dilma governou com essa gente e foi cassada. Michel Temer governou com essa gente e foi preso e Bolsonaro está governando com essa gente e está desmoralizado”, disse Ciro.

O presidenciável prometeu governar por “um outro caminho”, para que a Presidência da República não seja “a testa de ferro da quadrilha de ladrões que assaltam o País”.

Cestas básicas – Ciro sugeriu que o ato de distribuição de cestas básicas após sua caminhada em Guaianases, na periferia da capital paulista, na última terça-feira, 16, foi uma armação de alguém ligado ao PT, partido ao qual vem tecendo duras críticas. “Me dizem os meus amigos que aquilo era uma ONG ligada a alguém do PT, que pode ser, portanto, uma armação”, sugeriu.

Segundo Ciro, assim que soube do ocorrido, pediu a seu advogado a abertura de uma investigação. “Assim que saí de lá e fui informado disso, pedi à Polícia Federal um inquérito porque não promovo esse tipo de prática e quero que seja punido quem que tenha feito isso a serviço de quem quer que seja.”

Uma das promessas do candidato é fortalecer o setor ferroviário durante seu governo. Ele planeja gerar cinco milhões de empregos nessa área nos dois primeiros anos do mandato. “Sei bastante bem o caminho. São 14 mil obras paradas que já estão licenciadas e licitadas e que podem dar um retorno rápido”, prometeu.

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