Domingo, 08 de Novembro de 2026

Home Conexão Pet Novembro Azul Pet: doença silenciosa afeta mais de 95% dos cães não castrados na velhice

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Campanha reforça a importância da prevenção, da castração responsável e do acompanhamento veterinário para garantir mais saúde e qualidade de vida aos pets.

Eles envelhecem mais rápido do que gostaríamos. O filhote que ontem corria pela casa, esperava ansiosamente o retorno da família e transformava qualquer momento em brincadeira, em poucos anos se torna um companheiro que precisa de atenção redobrada para continuar saudável. O problema é que algumas doenças avançam em silêncio, sem sinais evidentes, e podem comprometer o bem-estar dos animais quando descobertas tarde demais.

É justamente esse o alerta do Novembro Azul Pet. Segundo dados da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA), cerca de 80% dos cães não castrados com mais de cinco anos apresentam hiperplasia prostática benigna, um aumento não canceroso da próstata. Entre os animais com mais de nove anos, esse índice ultrapassa os 95%.

Apesar de extremamente comum, a condição ainda é pouco conhecida por muitos tutores. Assim como acontece com os homens, os cães também podem desenvolver doenças prostáticas relacionadas ao envelhecimento e à ação dos hormônios masculinos.

Segundo o médico-veterinário Kauê Ribeiro, da Vetnil®, muitas alterações prostáticas evoluem de forma silenciosa. Em diversos casos, os primeiros sintomas acabam sendo confundidos com sinais naturais da idade, retardando o diagnóstico e o tratamento.

Entre os principais alertas estão dificuldade para defecar, presença de sangue na urina, secreção sanguinolenta pelo pênis, desconforto abdominal, esforço para urinar e alterações no formato das fezes. Como a próstata está localizada próxima ao reto, seu aumento pode comprimir estruturas vizinhas e dificultar tanto a evacuação quanto a micção.

Além da hiperplasia prostática benigna, cães não castrados também podem desenvolver prostatite, uma inflamação geralmente associada a infecções bacterianas. Nesses casos, podem surgir febre, dor abdominal, prostração, vômitos, diarreia e piora rápida do estado clínico, exigindo atendimento veterinário imediato.

Castração é importante aliada da prevenção

Especialistas destacam que a castração está entre as medidas mais eficazes para reduzir o risco de doenças prostáticas relacionadas à ação hormonal. Isso porque a próstata depende diretamente da testosterona para seu desenvolvimento e manutenção.

Ao eliminar esse estímulo hormonal, a castração reduz significativamente a ocorrência da hiperplasia prostática benigna, considerada a alteração mais comum entre cães machos não castrados. Além de contribuir para a saúde reprodutiva, o procedimento pode proporcionar mais conforto e qualidade de vida durante o envelhecimento.

“O principal alerta do Novembro Azul Pet é sobre a importância de realizar consultas veterinárias regulares e buscar orientação profissional sempre que forem percebidos sinais diferentes do habitual. O acompanhamento periódico amplia as possibilidades de identificar alterações precocemente e definir os cuidados adequados para cada cão”, destaca Kauê Ribeiro.

Os veterinários ressaltam, entretanto, que a decisão deve ser individualizada e orientada por um profissional, levando em consideração fatores como idade, porte, histórico clínico e estilo de vida do animal.

Prevenção é um ato de amor

O Novembro Azul Pet também reforça a importância das consultas periódicas. Exames clínicos, ultrassonografia e análises laboratoriais ajudam a identificar alterações precocemente, aumentando as chances de tratamento e evitando complicações.

Os especialistas alertam que dificuldade para urinar, evacuar ou mudanças repentinas de comportamento nunca devem ser encaradas como consequências naturais da velhice. Muitas vezes, esses sinais representam os primeiros indícios de um problema que precisa de atenção.

Afinal, os cães não conseguem dizer onde sentem dor. Eles dependem do olhar atento de quem os ama. E, em muitos casos, uma consulta de rotina, o acompanhamento veterinário adequado e a orientação correta sobre a castração podem fazer toda a diferença para garantir uma vida mais longa, saudável e feliz ao melhor amigo da família. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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