Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Home Eleições 2026 O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, minimizou a falta de apoio de partidos do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), minimizou a falta de apoio de partidos do Centrão à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, e afirmou que as legendas priorizaram a eleição para a Câmara, para ampliar a bancada federal.

Ao participar de sabatina, Tarcísio disse que terá uma relação pragmática com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se ambos forem reeleitos, e ressaltou que as urnas eletrônicas são confiáveis. Aliado de Flávio, o governador defendeu ainda o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que respeitado o devido processo legal.

Tarcísio desconversou sobre a possibilidade de concorrer à Presidência dentro de quatro anos e disse que 2030 está distante. O governador defendeu também o fim da reeleição, apesar de tentar um novo mandato nesta eleição.

Ao falar das propostas para um novo mandato, Tarcísio prometeu, se reeleito, expandir as escolas cívico-militares e fazer concurso público para contratar professores efetivos para a rede estadual. O governador afirmou ainda que manterá o modelo de gravação das câmeras corporais de policiais, acionada pelos próprios agentes de segurança, descartando a gravação ininterrupta. Tarcísio reconheceu a dificuldade do governo para reduzir os crimes de feminicídio, que aumentaram no Estado apesar da queda no País.

Tarcísio montou uma coligação com 12 partidos, como PP, União Brasil, além do Republicanos, sua legenda. Na vice, está o MDB, com Felício Ramuth. Esses partidos, no entanto, optaram por ficar neutros na disputa presidencial e não quiseram apoiar Flávio Bolsonaro, seu aliado. Ao mesmo tempo, lideranças do Centrão, como os presidentes da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declararam apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos dias.

Questionado se esse movimento político indicaria um otimismo de partidos do Centrão com sua reeleição no Estado e também com a reeleição de Lula, Tarcísio minimizou. “O foco desses partidos, no final das contas, é fazer bancada, então cada partido está privilegiando a formação das suas bancadas dentro das realidades locais”, afirmou.

“Quando o partido faz a opção pela neutralidade, é a opção mais confortável para a bancada, porque a bancada é diversa”, disse, afirmando que no Nordeste, por exemplo, esses partidos estão mais próximos de Lula e no Sudeste, mais ligados a Flávio.

Afilhado político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador ressaltou que sua campanha servirá de palanque para Flávio no Estado. Tarcísio afirmou ainda que buscará mostrar ao eleitor que, se o senador do PL for eleito, o alinhamento entre os governos federal, estadual e o da capital poderá facilitar a captação de recursos para o Estado.

“As portas se abrem e vamos ter mais facilidade para trazer recursos. A gente não vai ficar no último lugar da fila”, disse. “A gente vai procurar sensibilizar o eleitor e mostrar que as coisas podem ser muito mais fáceis a partir do momento em que há um alinhamento.”

Cotado como possível presidenciável em 2030, Tarcísio disse ainda ter a expectativa de que Flávio, se eleito, vai “honrar” o compromisso de defender o fim da reeleição, com a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição.

O governador afirmou que o gesto de Flávio de assinar a PEC pelo fim da reeleição não sinaliza um caminho aberto para ele concorrer em 2030, “mas sinaliza para todo o grupo”.

“Não dá para pensar agora em 2030, está muito distante e tem muita água para rolar. A gente tem que antes superar 2026, ver como vai ficar o cenário e muita coisa pode acontecer. Ganhando eleição aqui, a gente tem um mandato para fazer e tem resultados que precisam ser apresentados”, disse.

Em um cenário de vitória do presidente Lula na disputa contra Flávio, Tarcísio afirmou que vai se pautar pelo “pragmatismo” e “pelo interesse das pessoas”. O governador citou a concessão do túnel Santos-Guarujá, em que houve diálogo com o governo Lula para que a licitação fosse feita por uma parceria público-privada (PPP) através do governo estadual, para acelerar o processo.

Tarcisio buscou se descolar das críticas ao sistema de votação brasileiro feitas pela família Bolsonaro. Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), recentemente, voltaram a questionar a integridade e a confiabilidade das urnas eletrônicas. O governador, no entanto, lembrou que foi eleito justamente pelas urnas eletrônicas e disse que o sistema é confiável. “Confio absolutamente na segurança das urnas”, disse. “São elas que me elegeram”, afirmou. “Isso não é pauta, não é mais pauta, não deve ser.” (Com informações do Valor Econômico)

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