Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026

Home Mundo Governo Trump prende pai de militar que está há nove meses em porta-aviões no Oriente Médio

Compartilhe esta notícia:

Um militar da Marinha dos Estados Unidos, a caminho do território americano após uma longa missão a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln em apoio à guerra contra o Irã, disse que seu pai havia sido detido pelas autoridades de imigração norte-americanas.

“Estou em missão há mais de nove meses, no mar, no Oriente Médio, a bordo do USS Abraham Lincoln, lutando por um país que me deu tudo”, escreveu o marinheiro Joshua Aviles no Facebook no último sábado, 22. Ele disse que seu pai, Luis Manuel Aviles, de 48 anos, possuía carteira de motorista, cartão do Seguro Social e permissão para trabalhar nos Estados Unidos.

“Fizemos tudo o que era necessário junto ao serviço de imigração para que seu green card fosse aprovado, e agora estamos apenas aguardando”, escreveu Aviles.

A postagem gerou ampla repercussão, em parte devido a relatos recentes sobre as más condições a bordo do porta-aviões, causadas por dificuldades de abastecimento após a destruição, pelo Irã, de uma base da Marinha dos EUA no Bahrein. Na quinta-feira, 20, o porta-aviões, que se encontrava em situação difícil e havia sido mobilizado para apoiar a guerra no Irã, iniciou sua viagem de volta para San Diego, no estado americano da Califórnia, uma travessia de cerca de 20,9 mil quilômetros.

“Isso é muito doloroso para mim”, acrescentou Joshua Aviles. “Não sei como vou conseguir, mentalmente, continuar trabalhando mais de 12 horas por dia sabendo que meu pai está em algum lugar, possivelmente sendo tratado como um criminoso. O único ‘crime’ do meu pai foi vir para este país para dar a mim e aos meus irmãos uma vida melhor.”

O Departamento de Segurança Interna informou em um comunicado nesta segunda-feira, 24, que agentes da Patrulha de Fronteira prenderam Luis Manuel Aviles Roa no sábado, durante uma abordagem de veículo em Key West, na Flórida. O comunicado afirmou que a agência não sabia quando nem por onde ele havia entrado nos Estados Unidos, mas indicou que ele estava no país ilegalmente.

“Ele permanecerá sob custódia do ICE enquanto aguarda o processo de deportação”, dizia o comunicado.

Em sua postagem no Facebook, Joshua Aviles disse que foi notificado no sábado de que seu pai havia sido detido. “Pai, não sei onde você está agora, mas saiba que estou fazendo tudo o que posso para trazê-lo de volta para casa”, escreveu ele. “Eu te amo de todo o coração. Por favor, mantenha-se forte. Estou voltando para casa, pai.”

A mãe do marinheiro, Argelia Aviles, disse que o pai de Joshua, um faz-tudo, foi preso depois de sair de casa para levar o carro ao mecânico. Ele mora nos Estados Unidos há 19 anos. “Ele se dedica exclusivamente ao trabalho para poder colocar comida na mesa em casa. É um bom pai. Ama seus filhos de todo o coração”, disse Argelia, de 47 anos.

Katherine Delgado, de 28 anos, irmã de Joshua Aviles, disse que Joshua se alistou nas Forças Armadas em parte porque achava que isso aumentaria as chances de seu pai obter a cidadania e para que ele “não vivesse mais com medo de ser preso”.

Ela disse que ficar longe de Joshua, a quem ela chama de seu “melhor amigo” e seu “companheiro de todas as horas”, tem sido devastador.

“Passei semanas sem saber onde ele estava”, disse Delgado. Assim que teve notícias dele e soube que ele não estava recebendo comida suficiente, ela contou que gastou centenas de dólares para enviar pacotes com alimentos e produtos de higiene — alguns dos quais nunca chegaram.

Joshua “deveria voltar para casa em breve”, disse Delgado, referindo-se à notícia de que o navio em que seu irmão está será retirado de serviço em breve no Oriente Médio. “E ele vai voltar para casa sem o pai.”

A longa missão do filho tem sido um desafio para Luis Aviles, segundo sua esposa Argelia. Ele disse a ela que estava ansioso para que a missão finalmente chegasse ao fim. Quando seis meses se passaram e seu filho não voltou, Aviles ficou desesperado, disse ela. “Ele estava animado”, disse Argelia. “Ele queria abraçar o filho, já que não o via há nove meses.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Corsan abre 250 vagas
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa