Quarta-feira, 27 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 27 de maio de 2026
O papa Leão XIV condenou nesta quarta-feira (27) o que chamou de “forte intensificação” da guerra na Ucrânia, dizendo aos peregrinos em sua audiência semanal no Vaticano que ele queria expressar reverência aos civis mortos em ataques recentes.
“Estou acompanhando com preocupação a guerra na Ucrânia”, disse Leão, o primeiro papa dos EUA. “A guerra não resolve os problemas, mas os agrava. Ela não constrói a segurança, mas multiplica o sofrimento e o ódio.” “Onde mísseis e drones caem, esperanças também caem, lares e locais de culto são destruídos, e vidas inocentes são despedaçadas”, acrescentou ele.
Inteligência Artificial e guerra
O papa Leão XIV divulgou nesta semana uma encíclica que aborda, justamente, temas como as guerras, também a inteligência artificial. O papa adverte que a automação e a busca incessante por lucros não podem justificar o desemprego em massa ou a precarização, uma vez que o trabalho é essencial à realização humana e não pode ser sacrificado.
No cenário global, a obra condena severamente o uso de armas autônomas letais, frisando que não é lícito delegar decisões de vida ou morte a algoritmos, pois isso retira o limite ético dos conflitos, reduz as vítimas a meros dados e torna a guerra moralmente inaceitável.
A encíclica, logo em seu início, recorda que “o anúncio do Evangelho não pode esquecer a vida concreta dos povos”, portanto, se engana quem pensa que a Igreja Católica se ocupa apenas com suas celebrações e ritos.
Num mundo fragilizado, com guerras e inúmeras disputas envolvendo utilização de recursos e possíveis novas configurações no cenário econômico, a Igreja Católica marca presença nesse tabuleiro geopolítico.
Tanto no texto, como no discurso feito após a publicação do documento, o papa Leão XIV foi enfático: “É preciso desarmar a IA!”, manifestando uma preocupação sobre como a tecnologia pode ser utilizada em conflitos militares.