Terça-feira, 19 de Maio de 2026

Home Economia Petrobras se compromete até 2030 a fornecer todo o diesel que o Brasil precisa

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, se comprometeu autossuficiência na produção de diesel do Brasil até 2030. A afirmação ocorreu durante evento ao lado do presidente Lula na Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do País, nessa segunda-feira (18).

Segundo Magda, a conversa com o presidente pela autossuficiência apareceu durante discussões sobre o abastecimento do mercado nacional no momento da guerra entre Estados Unidos e Irã.

Atualmente, a companhia produz 75% do diesel necessário para o mercado interno, e o plano estratégico previa atingir 85% até 2030.

“Todos os países estão discutindo suas seguranças energéticas, o Brasil, por óbvio, está discutindo isso (…) E, no âmbito dessa discussão de segurança energética do nosso país, nós nos perguntamos por que não 100%? E aí nos comprometemos com o presidente Lula a sermos autossuficientes em diesel até 2030 neste País”, disse.

Na sexta-feira (15), a companhia havia anunciado investimentos de R$ 6 bilhões na Refinaria de Paulínia (Replan). Para o estado de São Paulo serão destinados R$ 17,6 bilhões.

Entre os projetos anunciados, está o início da produção de combustível de aviação ainda em 2026 e a expansão da capacidade de refino em 5% nos próximos anos, o equivalente a aproximadamente 25 mil barris por dia.

O investimento nessa expansão é estimado em R$ 6 bilhões e a obra será executada durante uma parada de manutenção prevista para o primeiro semestre de 2027.

Hoje, a Replan processa cerca de 434 mil barris por dia e responde por cerca de 20% da capacidade de refino do país, de acordo com a Petrobras.

Inauguração

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, nessa segunda, quatro novas linhas de luz síncroton do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

As novas linhas devem ampliar a capacidade de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

As “linhas de luz síncrotron” são canais que usam feixes extremamente intensos de luz produzidos por um acelerador de partículas para “enxergar” a estrutura de materiais, células e moléculas em detalhes minúsculos, ajudando em pesquisas científicas e tecnológicas.

As quatro linhas receberam investimento total de R$ 230 milhões, sendo R$ 30 milhões do Novo PAC. Com a inauguração, o Sirius chega a um total de 15 linhas em funcionamento.

Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

– Conheça as linhas inauguradas:

* Linha Tatu: Primeira da segunda fase do Sirius e financiada pelo Novo PAC, será a primeira fonte de quarta geração a operar na faixa dos terahertz. Permitirá estudar materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas em escala nanométrica. As pesquisas podem gerar avanços em telecomunicações, computação, processamento de dados com luz, ciência de materiais e sistemas biológicos.

* Linha Sapucaia: Dedicada a estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, incluindo pesquisas ligadas à parceria científica entre Brasil e China.

* Linha Quati: Focada em investigações avançadas para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

* Linha Sapê: Voltada ao desenvolvimento de materiais avançados com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, incluindo estudos em materiais supercondutores e semicondutores, importantes para novos chips da indústria eletrônica.

Superlaboratório 

O Sirius é um dos três laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, instalado no CNPEM, que atua como uma espécie de “raio X superpotente” que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas.

Ele foi projetado para abrigar até 38 linhas de luz (estações de pesquisa), sendo 14 delas previstas na primeira fase. Com o novo PAC, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai destinar mais R$ 800 milhões para avançar no projeto, com a construção de mais 10 novas linhas.

Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos.

Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. (Com informações do portal de notícias g1)

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