Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home Política Polícia Federal afirma ter identificado nova joia negociada por aliados de Bolsonaro

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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou nessa terça-feira (11), que os investigadores descobriram uma nova joia que teria sido negociada por pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva, Rodrigues também afirmou que a nova descoberta fortalecerá as investigações sobre o suposto esquema de venda de presentes recebidos por Bolsonaro em viagens oficiais.

A identificação foi feita durante as últimas diligências dos investigadores em território americano, no âmbito do inquérito que investiga as joias ilegais. Quando era presidente, Bolsonaro recebeu três pacotes de joias do governo saudita avaliados em R$ 16,5 milhões.

“A nossa diligência localizou que, além dessas joias que já sabíamos que existiam, houve negociação de outra joia que não estava no foco dessa investigação. Não sei se ela já foi vendida ou não foi. Mas houve o encontro de um novo bem vendido ou tentado ser vendido no exterior”, afirmou Andrei.

“Tecnicamente falando, isso robustece a investigação que se tem feito”, completou o diretor.

Conforme Rodrigues, a expectativa é que tanto o caso das joias quanto o inquérito relacionado às fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro sejam concluídos ainda em junho.

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “desconhece” a existência de uma joia que a Polícia Federal encontrou em investigações nos Estados Unidos. Bolsonaro, por sua vez, afirma que, se houve negociações para se desfazer do bem, isso não “chegou” até ele.

“Desconheço essa nova joia. Não sei nem o que é. Se teve algo nesse sentido (negociação), sequer chegou ao meu conhecimento. Sobre essa questão de presentes recebidos, havia muitas pessoas. Algumas informações me chegavam muito depois. E, por vezes, nem chegavam até mim”, disse Jair Bolsonaro em entrevista ao portal Metrópoles.

De acordo com as investigações, auxiliares de Bolsonaro venderam ou tentaram vender pelo menos quatro itens, sendo dois provenientes da Arábia Saudita e dois do Bahrein.

No inquérito, a PF indica a existência de uma organização criminosa ao redor do ex-presidente, que teria desviado joias, relógios, esculturas e outros itens de luxo recebidos por ele enquanto representante do Estado brasileiro. O novo item de luxo foi descoberto há poucas semanas, após ações dos investigadores nos EUA. Um dos depoentes, ligado a uma joalheria americana, descreveu o valor potencial do objeto, afirmando que suas pedras preciosas poderiam ser extraídas para comercialização. No entanto, o depoente informou que o negócio acabou não sendo concluído.

Há suspeitas de que a joia também possa ter sido um presente de um país do Oriente Médio ao ex-presidente. Agora, os investigadores querem descobrir informações sobre onde a joia está atualmente.

As investigações preliminares sugerem que a joia estava guardada no mesmo estojo que continha uma escultura de palmeira, folheada a ouro, entregue a Bolsonaro durante um encontro entre empresários brasileiros e árabes no Bahrein, país localizado na Ásia.

A joia não teria sido incluída na “operação resgate”, que envolveria aliados do ex-presidente na recompra de itens vendidos no exterior após uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para a devolução dos presentes.

 

 

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