Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 10 de setembro de 2026
O diretor de estratégia sindical da Federação Nacional dos Policiais Federais, Flávio Werneck, afirma que grande parte da categoria defende a retirada total do sigilo das investigações do Banco Master e do INSS no STF (Supremo Tribunal Federal). Ele está licenciado da função e concorre a deputado federal no DF pelo PDT.
Segundo Werneck, que diz acompanhar pelo menos sete grupos com profissionais de diferentes segmentos e posições ideológicas, a intervenção do ministro do STF André Mendonça, que afastou na terça (8) Andrei Rodrigues do comando da PF (Polícia Federal), é vista como uma ingerência indevida no órgão por membros da instituição.
O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) suspender a decisão de Mendonça e manteve Rodrigues no cargo de diretor-geral da instituição.
Para Werneck, há um sentimento geral de que Mendonça faz uso político do órgão e divulga trechos específicos para atacar alvos, o que prejudica o andamento da investigação e pode, inclusive, gerar nulidade no processo.
Ele afirma ser “esdrúxula” a comparação feita pelo magistrado entre o relatório interno da PF divulgado na quinta (3) e o monitoramento de ativistas e críticos do governo por órgãos de inteligência que foi feito durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento apontava que Mendonça teria interferido na condução das investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Ele relembra que os dossiês contra policiais e servidores públicos foram elaborados durante a gestão de Mendonça no Ministério da Justiça.
Para o policial, a indisposição do magistrado com a atual direção da PF contrasta com a ausência de questionamentos durante o governo Bolsonaro, quando houve quatro trocas no comando da corporação.
Procurado através de sua assessoria, o STF não respondeu à coluna até a publicação desta reportagem.
Lula exige remoção de sigilo do Master: “Doa a quem doer”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master e criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele considera que a divulgação parcial de informações pode produzir efeitos sobre a disputa eleitoral de 2026.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a dimensão das suspeitas envolvendo o Master exige respostas das autoridades e defendeu que as investigações alcancem todos os envolvidos, independentemente de cargos ou relações políticas. “Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”, escreveu o presidente. Com informações da Folha de S. Paulo e Correio Braziliense.