Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2021

Home Acontece Políticas de gênero, diversidade e inclusão pautam debates na #FISWEEK

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A discussão sobre as práticas ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) na saúde tem dominado os painéis do SYMETRIA 21 (#SYM21), evento que ocorre dentro da #FISWEEK. Na quinta-feira (11), o pilar social foi tratado em dois debates.

O primeiro deles reuniu a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, a presidente do Grupo Sabin, Janete Vaz, a diretora de assuntos corporativos da Unilever, Suelma Rosa, e a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, em uma discussão sobre equidade de gênero nas empresas.

Nísia destacou que foi a primeira mulher a assumir a presidência da Fiocruz em 117 anos. “Isso revela a dificuldade de avançar nesta agenda. É uma agenda que propomos para a sociedade, mas também é uma agenda interna, que apresenta muitos desafios. No entanto, a presença de mulheres em cargos de lideranças não é um fator de equidade de gênero, para isso temos que falar de oportunidades iguais. Temos que ter um conjunto de políticas públicas para isso”, disse.

Já os temas diversidade e a inclusão apareceram em um painel com a presença do presidente do IDG, Gestor do Museu do Amanhã e do Fundo da Mata Atlântica, Ricardo Piquet, da fundadora e diretora-executiva do Instituto Identidades do Brasil, Luana Génot, da CEO do Grupo Fleury, Jeane Tsutsui, do CEO da Conta Black, Sérgio All, e do Sócio-Fundador da Mais Diversidade, Ricardo Sales.

De acordo com os painelistas, as palavras diversidade e inclusão estão em alta nos últimos anos e firmam-se como prioridades na agenda corporativa e pública no País. No entanto, ainda é preciso avançar no desenvolvimento de políticas públicas que tornem a sociedade mais consciente e inclusiva.

Segundo as estatísticas reveladas no painel, menos de 5% de cargos de comando e liderança das 500 maiores empresas brasileiras são ocupados por negros. E menos de 1% desses cargos são ocupados por mulheres negras. Em relação ao setor de saúde, a disparidade também é vista quando se trata de pessoas negras em cargos como médicos, por exemplo.

Luana afirma que esse é um grande desafio dentro da agenda da gestão de saúde brasileira. “A gente precisa entender que tem um País majoritariamente negro. E que ser negro no Brasil é estar vulnerável, até mesmo em relação ao acesso à saúde pública e privada”, afirmou.

Modelo colaborativo na América Latina

Com a presença do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, um dos painéis de quinta-feira discutiu a viabilidade dos países da América Latina desenvolverem um sistema de saúde colaborativo.

Para Mandetta, mais do que possível, um modelo de colaboração é fundamental. Segundo ele, o modelo de dependência da produção industrial da China se mostrou fracassado durante a pandemia. “A América do Sul ficou extremamente descoberta pela falta de industrialização básica da saúde nesse período pandêmico. Para o futuro, precisamos de equilíbrio, sentar juntos para tratar do novo regulamento sanitário internacional. Temos potencial para construir um complexo industrial da saúde forte, mas precisamos de lideranças que coloquem os interesses das próximas gerações à frente dos interesses das próximas eleições”, finalizou.

 

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