Terça-feira, 08 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Presidenciável Ronaldo Caiado defende investigação sobre suposta propina articulada por seu vice

Compartilhe esta notícia:

O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que defende investigações para apurar a suposta propina que teria sido entregue por Daniel Vorcaro, do Banco Master, às campanhas de 2022 de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), e que teria sido articulada por seu vice de chapa, Gilberto Kassab (PSD). A fala se deu durante sabatina da Folha e do UOL em São Paulo.

Questionado se Gilberto Kassab continuaria na sua chapa como candidato a vice se a PF (Polícia Federal) abrisse uma investigação para apurar o caso, Caiado respondeu que “tem que abrir todas as informações”. “Tanto ele (Kassab) quanto Tarcísio já negaram”, disse o candidato.

“Que abra tudo. Que não fique dentro de uma posição. Que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não”, afirmou o político.

O goiano defendeu investigações independentemente dos envolvidos, dizendo que quem “rouba com mão direita ou com a esquerda é ladrão”.

Às autoridades Vorcaro afirmou que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 teriam sido um pagamento de propina articulado por Kassab.

O relato consta em três propostas de delação feitas por Vorcaro — todas recusadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, que não viram nas declarações fatos inéditos. O ex-banqueiro também não teria apresentado provas que comprovassem as acusações.

Vorcaro cita na delação caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega, diz que os relatos “não têm qualquer sustentação factual” e que não tem relação com Vorcaro.

Na sabatina, Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás com projeto de lei que ampliou o crédito consignado, dizendo que a medida impactou todas as empresas que podiam se creditar no estado, dentre elas o Master.

Sobre a atual crise no STF (Supremo Tribunal Federal), Caiado defendeu novas regras para a corte, como idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos para voltar à profissão depois de deixar o cargo e oito anos para que o magistrado entre na política.

Segundo ele, as medidas seriam importantes para dar condição à corte de voltar a ter “pessoas com altíssimo nível”. O candidato falou que o tribunal vive momento de “desordem institucional”.

“Eu me lembro de conviver com o Supremo, onde as pessoas guardavam a liturgia e o decoro do cargo”, afirmou.

O político voltou a defender a quebra de sigilo dos processos do Master e do INSS, alegando que os eleitores precisam ter acesso a informações que podem afetar concorrentes na disputa presidencial.

Na economia, falou em cortar “100% das emendas impositivas”, fazer processo de auditoria no dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, voltou a se dizer contra o uso de câmeras por policiais.

Pesquisas

Aposta do partido de Kassab, seu vice de chapa presidencial, para ser opção do eleitor que não quer votar nem em Lula (PT) nem em Flávio Bolsonaro (PL), Caiado não tem conseguido decolar nas pesquisas.

No Datafolha divulgado na última quinta (3), o goiano obteve 4% das intenções de voto, atrás de Augusto Cury (Avante), que subiu de 2% para 8%, isolando-se no terceiro lugar.

O candidato tem sido cobrado para nacionalizar a fala, muito focada em sua atuação em Goiás. Na sabatina desta sexta, o político cometeu ato falho ao dizer que vai “ser governador do estado”, em vez de citar a disputa pela presidência da República.

Para o cientista político Elias Tavares, o desafio do goiano é transformar a exposição da campanha em crescimento eleitoral, consolidando-se como principal alternativa entre os polos representados por Lula e Flávio Bolsonaro, possibilidade ameaçada agora por Cury.

“Caiado é um candidato conhecido, tem experiência administrativa, com dois mandatos como governador de Goiás, e um discurso muito definido, principalmente na área da segurança pública. Entre os candidatos que tentam romper a polarização, é um dos que tem mais exposição da campanha”, diz Tavares. “O problema é que essa exposição não está se convertendo em intenção de voto na velocidade que ele precisa ou esperava.”

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, o primeiro iniciado em 1991. Em 2014, foi eleito senador por Goiás. Chegou ao Executivo do estado em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte. No Congresso, passou a maior parte do tempo no PFL (que virou DEM em 2007 e, depois, formou o União Brasil). (Com informações da Folha de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Eleições 2026

Presidenciável Ronaldo Caiado cobra credibilidade do Supremo e diz que indicará mulheres ao tribunal se for eleito
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News