Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026

Home Eleições 2026 Presidenciável Ronaldo Caiado diz que o PT entregou soberania do País aos grupos criminosos PCC e CV

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (27), que o Partido dos Trabalhadores (PT) entregou a soberania do Brasil ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A declaração foi feita durante uma sabatina eleitoral, na qual o candidato apresentou propostas para a segurança pública, economia e redução dos gastos do governo.

Ao tratar da criminalidade organizada, Caiado afirmou que as duas maiores facções criminosas do País passaram a exercer influência que, segundo ele, deveria ser exclusiva do Estado. “Hoje, CV e PCC mandam mais no Brasil do que o Estado brasileiro. Isso é algo que eu vou recuperar e tomar de volta o Brasil desses bandidos”, declarou.

A fala foi acompanhada de críticas ao governo federal e ao PT. O candidato sustentou que o avanço das organizações criminosas representa uma perda de capacidade do Estado brasileiro para controlar áreas e atividades relacionadas à segurança pública. Caiado defendeu uma atuação mais dura contra as facções e afirmou que pretende ampliar a presença do poder público no combate ao crime organizado.

A segurança pública é um dos principais temas explorados pelo candidato durante a campanha. Caiado tem defendido maior integração entre as forças policiais e medidas de combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas. Em declarações anteriores, classificou PCC e Comando Vermelho como “multinacionais do crime” e apoiou a decisão dos Estados Unidos de enquadrar as duas facções brasileiras como organizações terroristas.

Segundo Caiado, a classificação poderia ampliar a cooperação internacional contra grupos que atuam no tráfico de drogas e em outras atividades criminosas. O candidato também tem argumentado que a expansão das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e exige articulação com outros países.

A declaração desta quinta-feira ocorreu em meio à apresentação de propostas para reduzir despesas públicas. Caiado afirmou que pretende fechar estatais consideradas desnecessárias, rever incentivos fiscais e reduzir gastos com emendas parlamentares. O candidato disse que programas sociais não seriam atingidos pelas medidas, por considerar que eles não entram em conflito com o objetivo de buscar equilíbrio nas contas públicas.

“Vou mexer em gastos, emendas impositivas, estatais — vou fechá-las imediatamente”, afirmou. Sobre os benefícios tributários, declarou que pretende fazer uma avaliação das isenções e “estrangular os excessos que existem em incentivos” fiscais.

Na área econômica, Caiado também defendeu uma política de maior controle das despesas e afirmou que pretende revisar estruturas da administração pública. O candidato apresentou as medidas como parte de uma estratégia para reduzir o tamanho do Estado e melhorar a situação fiscal do país.

O presidenciável também abordou as relações trabalhistas. Na avaliação dele, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) possui regras que não acompanham as mudanças no mercado e precisam ser revistas. Caiado classificou o modelo atual como “arcaico” e disse que pretende ampliar a liberdade de escolha dos trabalhadores sobre a jornada.

Questionado sobre o debate em torno do fim da escala 6×1, o candidato declarou ser favorável à adoção do modelo 5×2. A discussão sobre a jornada de trabalho se tornou um dos temas presentes na corrida presidencial, com diferentes candidatos apresentando propostas distintas para a redução da jornada e a preservação de empregos.

(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)

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