Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de agosto de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (3) que o Irã deve escolher entre um “acordo” ou a “rendição total” da guerra. Trump afirmou que as conversas entre os dois lados foram retomadas, mas que esta será “a última chance” do governo iraniano de conseguir um acordo.
“A liderança iraniana é inacreditavelmente dúbia! Eles pedem uma reunião —alguns diriam que ‘imploram’— as conversas começam, com outras já marcadas para o futuro imediato, e então dizem de forma aberta e orgulhosa que não estão tendo nenhuma discussão, que nada está sendo tratado, e que estão lidando apenas com ‘Omã’”, afirmou Trump em uma publicação em sua rede social Truth Social.
Em seguida, Trump disse que o Estreito de Ormuz está “completamente” sob o controle da Marinha norte-americana e que “nada [em termos comerciais] chega ao Irã a menos que queiramos, e nada chegará, a menos que um acordo ou uma rendição total seja alcançado”.
O Estreito de Ormuz uma “artéria” da indústria petrolífera por onde passava cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. Seu fechamento durante período de conflito teve forte impacto na economia global.
A fala de Trump nesta segunda é uma mudança da retórica adotada nos últimos dias sobre a guerra no Irã. No final de semana, o líder norte-americano adotou um tom mais ameno ao afirmar que “os termos de um acordo [de paz] foram definidos” — o que motivou a cancelar ataques contra a infraestrutura elétrica iraniana — e que as negociações com Teerã seriam retomadas já nesta segunda.
O regime iraniano, no entanto, negou que haja tratativas em andamento com os EUA e afirmou que está se aproximando de um acordo com o Omã para uma nova rota de trânsito de navios comerciais em Ormuz.
Enquanto o impasse segue, no final de semana a guerra entre EUA e Irã no Oriente Médio completou cinco meses sem perspectiva de terminar. A navegação comercial segue ameaçada, com o trânsito nos estreitos de Ormuz e de Bab El-Mandeb estrangulados. Ao mesmo tempo, países árabes e europeus estão em tratativas para criar uma coalizão internacional de segurança marítima.