Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021

Home em foco Preterido por Bolsonaro, Partido Progressista tenta atrair parlamentares aliados do presidente ‘puxadores de voto’

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Depois de perder o presidente Jair Bolsonaro para o PL, a cúpula do PP se articula para reforçar seus quadros nos Estados com “puxadores de votos”, na tentativa de aumentar a bancada de deputados federais em 2022. Uma das estratégias é tentar atrair bolsonaristas, muitos deles no PSL. As tratativas já começaram nos bastidores.

O argumento usado nas sondagens é que o PP também está na base do governo e a ida do presidente da República para o PL não deveria tornar automática a filiação de todos os aliados na mesma legenda. A sigla está atenta para abrir as portas para parlamentares bolsonaristas que encontrem entraves locais no PL. Para convencê-los, o PP está disposto a oferecer vantagens locais para os alvos.

Outro partido do Centrão, o Republicanos também tenta atrair nomes competitivos ligados a Bolsonaro, com o objetivo de ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado. O Republicanos abriu suas portas para quatro ministros do governo que devem disputar as eleições de 2022. O presidente da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), informou Bolsonaro sobre os convites.

A aliados, Pereira afirmou ter procurado os ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (sem partido); da Agricultura, Tereza Cristina (DEM); do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (sem partido); e das Comunicações, Fábio Faria (PSD).

Já o presidente licenciado do PP, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, tranquilizou correligionários afirmando que conseguirá fazer uma base forte. Segundo um deputado que conversou na quarta-feira com Nogueira, ele afirmou que será natural que o PP receba bolsonaristas.

Alvos das sondagens

No Paraná, por exemplo, o PL tem três deputados federais, enquanto o PP só tem o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. No estado, há dois bolsonaristas, alvos das sondagens: Filipe Barros e Aline Sleutjes.

Um caso considerado delicado para o PP é o de São Paulo, onde o partido elegeu apenas quatro dos 70 deputados federais paulistas em 2018 e corre o risco de ver seus atuais deputados migrarem de legenda. Há quem sonhe em atrair o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o mais votado do estado com 1.843.735 votos e filho do presidente. Ou a deputada Carla Zambellli (PSL-SP), que somou 76.306, mas tem a expectativa de crescer o número de eleitores. Os dois alvos são considerados difíceis, por serem muito próximos ao presidente, e devem ficar com o PL.

Paralelamente, o PP iniciou uma conversa com o deputado federal Cezinha de Madureira (SP), filiado ao PSD, de Gilberto Kassab, que articula a candidatura ao Palácio do Planalto do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG). Eleito com 119.024 votos e líder da bancada evangélica, Cezinha se tornou próximo a Bolsonaro e vice-líder do governo no Congresso. Para 2022, quer ir para uma legenda da base do presidente.

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