Sábado, 10 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de outubro de 2026
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesSa sexta-feira (9), a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), alegando que o perfil de Pablo Marçal nas redes sociais é usado para disseminar notícias falsas contra o petista e beneficiar a candidatura do senador.
A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) também pede a inelegibilidade de Flávio, do candidato a vice, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), e de Marçal. A coligação acusa os três de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico.
O relator da ação na Corte Eleitoral é o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Em caráter urgente, a campanha de Lula solicita a suspensão do perfil de Marçal no Instagram. Como alternativa, pede que suas contas e conteúdos eleitorais sejam excluídos dos sistemas de recomendação das plataformas, além da remoção das publicações questionadas.
A coligação do PT afirma que o perfil de Marçal funciona como uma extensão da campanha de Flávio. Para fundamentar a acusação, cita o anúncio da entrada de Marçal na equipe do senador, em 29 de setembro, e a identificação “Equipe Flávio Bolsonaro 22” na biografia de sua conta.
Entre os conteúdos apontados está um vídeo que reúne trechos de uma conversa de 2016 entre Lula e Eduardo Paes, que disputou o governo do Rio de Janeiro. Segundo a ação, a montagem altera o contexto do diálogo para atribuir ao presidente um insulto aos evangélicos. A campanha afirma que, na gravação original, o comentário se referia a integrantes do Ministério Público.
A petição cita um levantamento do DSC LAB segundo o qual Marçal fez 58 publicações entre 29 de setembro e 2 de outubro, com 76,5 milhões de visualizações e 7,3 milhões de engajamentos.
Outro eixo da ação é o projeto Brasil 22 Token, acusado de oferecer criptomoedas em troca da divulgação de conteúdos favoráveis a Flávio. A campanha de Lula pede a interrupção da distribuição de recompensas por propaganda eleitoral, o bloqueio do site e a identificação dos responsáveis e dos valores movimentados.
A campanha de Flávio afirmou que Marçal é “um apoiador publicamente declarado” e acusou o PT de disseminar notícias falsas. Segundo a equipe do senador, o TSE determinou, na noite de quinta-feira (8), em um intervalo de meia hora, a retirada de quatro publicações de Lula, da primeira-dama Janja e dos deputados Lindbergh Farias e André Janones.
“Fica claro que a rede das fake news está instalada no ninho do PT, cada vez mais desesperado pelo fato de não conseguir mais enganar o povo para se perpetuar no poder”, afirmou a campanha em nota.
Marçal também criticou a ação. “Desespero do PT já ultrapassou o ridículo”, declarou. “Eu fui candidato, sou um brasileiro livre e não devo satisfação pra quadrilha nenhuma. Não chegou nenhuma notificação sobre postagem por aqui.” (Com informações da CNN Brasil)