Sábado, 10 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de outubro de 2026
A disputa pelo apoio de partidos e lideranças políticas ganhou força na campanha do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua aliança com legendas de centro e direita, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu manifestações de apoio de partidos de esquerda. Outras siglas decidiram não assumir uma posição nacional na disputa.
Entre os partidos que declararam apoio a Flávio estão o Republicanos, o Novo, o Podemos e a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Os anúncios ocorreram ao longo desta semana, após o resultado do primeiro turno, que teve Flávio à frente com 47,03% contra 45,16% de Lula.
O Republicanos oficializou seu apoio na quarta-feira, em uma movimentação que contou com a articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No mesmo dia, o Novo e a federação União Progressista também anunciaram adesão. Na quinta-feira, foi a vez do Podemos formalizar seu posicionamento.
MDB
O MDB também deve integrar a aliança de Flávio Bolsonaro. Segundo informações publicadas no blog da jornalista Vera Magalhães, no jornal O Globo, a articulação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, superou a resistência da direção nacional da legenda. O partido deve anunciar oficialmente o apoio ao candidato do PL na próxima terça (13), às 16h.
Antes da formalização, Nunes pretende demonstrar a força da adesão entre lideranças municipais. Para domingo (11), está previsto um almoço com 38 prefeitos da região metropolitana de São Paulo e vereadores de sua base política, em um ato de apoio a Flávio.
Derrotados
Além das decisões partidárias, candidatos que ficaram fora do segundo turno começaram a anunciar seus posicionamentos ao longo da semana.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio no dia seguinte ao primeiro turno. Na terça-feira, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também anunciou sua adesão à candidatura do PL. Na quarta (7), foi a vez de Clariana Barão (Democracia Cristã) aderir ao candidato de direita. Na quinta (8), o escritor Augusto Cury (Avante) declarou apoio a Flávio.
Renan Santos, presidente do partido Missão e quarto colocado no primeiro turno, ainda não anunciou apoio a nenhum dos candidatos. O PCO (Partido da Causa Operária), de Rui Costa Pimenta, definirá sua posição em uma Conferência Nacional. Wilson Grassi (Democrata) também não confirmou se apoiará algum dos candidatos.
Os candidatos derrotados somam 7,79% dos votos, ou 9,3 milhões.
Esquerda
Do lado de Lula, a Unidade Popular (UP), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifestaram respaldo à candidatura do atual presidente.
O PSTU declarou apoio crítico, não aderindo totalmente ao programa de governo do PT.
Neutralidade
Apesar do apoio individual de Ronaldo Caiado a Flávio Bolsonaro, o PSD decidiu adotar neutralidade nacional e liberar seus diretórios estaduais para se posicionarem.
O PSDB também optou por não declarar apoio nacional a nenhum dos dois candidatos, permitindo que seus integrantes se manifestem individualmente. (Com informações do jornal O Globo)