Sexta-feira, 21 de Junho de 2024

Home coronavírus Quase 90% dos gaúchos em idade adulta já completaram a imunização contra covid

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Disponibilizada no site do governo gaúcho, a plataforma de dados sobre o andamento da campanha de vacinação contra covid no Rio Grande do Sul informa que mais de 8,07 milhões dos maiores de 18 anos que residem no Estado já completaram o esquema básico de imunização. Isso significa que 89,2% dos adultos já receberam duas doses de Coronavac, Oxford e Pfizer, ou a aplicação única da Janssen.

Entre os adolescentes (12 a 17 anos), o esquema completo já abrange 447.757 indivíduos, ou 51,9% desse segmento populacional. Já para as crianças (contempladas a partir dos 5 anos), são 77.093 bracinhos com a injeção pediátrica – como a inclusão de tal público ainda é recente (desde 19 de janeiro), ainda não chegou a hora do segundo procedimento.

No caso específico da Janssen, as aplicações somam 305.225 até o momento. Por fim, a primeira dose de reforço já chegou aos braços de pelo menos 3 milhões de gaúchos (33,8% dos cidadãos aptos ao procedimento), ao passo que a segunda aplicação-extra (destinada a imunossuprimidos) foi recebida até agora por 108.223 pessoas nas 497 cidades gaúchas.

De modo geral, já foram aplicadas mais de 20,5 milhões de doses de fármacos contra covid desde o início da campanha de vacinação, no dia 19 de janeiro do ano passado. Essas ampolas representam 87% do total recebido pelo Estado ao longo desse período (24,2 milhões), já que a logística prevê a reserva de lotes: o objetivo é evitar o desabastecimento quando chega a hora de aplicar a segunda injeção ou reforço imunizatório.

Incremento

Nesta segunda e terça-feira (8), a Secretaria Estadual da Saúde distribuiu 189.960 doses de vacinas pediátricas  (Pfizer e Coronavac) contra covid a todos os 497 municípios gaúchos. Também foram repassadas 303.250 unidades do fármaco de Oxford para reforço junto à população adulta. Ou seja: quase 500 mil novas doses repassadas em menos de 48 horas.

A secretária-adjunta da Saúde, Ana Costa, enfatizou a importância dos municípios registrarem todas as doses aplicadas, para que os dados apresentados no painel do Sistema de Informação do Plano Nacional de Imunizações e o levantamento próprio da SES mostrem dados de acordo com o andamento da campanha de vacinação:

“Os dados que vemos registrados hoje não representam o belíssimo trabalho realizado pelos municípios, que estão se esforçando para vacinar o máximo possível de crianças”.

Importância

Um novo levantamento da SES sobre a vacinação contra covid aponta que 68% das hospitalizações e 70% das mortes causadas pela doença entre dezembro e janeiro no Rio Grande do Sul ocorreram em pessoas não vacinadas ou com alguma dose em atraso. Foram analisados mais de 3 mil casos graves pela doença e 661 óbitos ocorridos no período.

Os dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) também apontam para a redução nas chances de óbito das pessoas vacinadas em comparação com as demais, principalmente nos idosos.

O risco de morte entre as pessoas com 60 anos ou mais foi 21 vezes maior para aquelas pessoas sem nenhuma dose recebida em relação às pessoas com esquema completo mais dose de reforço. Na faixa etária dos 40 aos 59 anos, essa comparação foi 13 vezes maior.

Na faixa dos 20 a 39 anos, as pessoas com duas doses (ou dose única) tiveram um risco de óbito sete vezes menor em relação às não vacinadas. Esse foi um grupo que não foi avaliada a dose se reforço devido ao número pequeno de pessoas com essa situação.

Foram considerados como tendo a situação vacinal atualizada aquela pessoa com esquema primário (primeira e segunda dose ou dose única) e dose de reforço se estava no período preconizado (intervalo entre a segunda ou única dose e o início de sintomas inferior a quatro meses).

A situação da vacinação em atraso refere-se àquelas pessoas que não completaram o esquema de duas doses ou estavam com a dose de reforço em atraso (intervalo entre a segunda ou única dose e o início de sintomas superior a quatro meses).

(Marcello Campos)

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