Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de abril de 2026
A Polícia Federal (PF) apontou que Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é o líder da organização criminosa que movimentou cerca de R$ 260 bilhões. O cantor de funk foi preso na “Operação Narco Fluxo”, contra lavagem de dinheiro, na quarta-feira (15).
Natural de São Paulo, MC Ryan SP se tornou um dos artistas mais ouvidos da Geração Z, acumulando milhões de reproduções nas plataformas digitais. Conhecido pelo estilo ostentação e por exibir carros de luxo nas redes sociais, o funkeiro também passou a ganhar notoriedade por episódios controversos fora dos palcos. Tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram.
Segundo as investigações, o artista seria o principal beneficiário econômico da estrutura e teria usado empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
As apurações apontam que Ryan teria usado mecanismos de blindagem patrimonial ao transferir participações societárias para familiares e os chamados “laranjas”. A PF constatou que as ferramentas eram utilizadas com o objetivo de distanciar o capital da pessoa física do cantor.
O principal operador do grupo é apontado como Rodrigo Morgado, que se autointitula como “contador” e foi preso na “Operação Narco Bet”, mesma operação que prendeu o influenciador “Buzeira”.
Outra pessoa citada é Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e um dos maiores criadores de conteúdo sobre famosos do Brasil. Segundo a PF, ele seria o grande operador de mídia da organização, ao receber valores para divulgar conteúdos dos artistas e na promoção de plataformas de apostas e rifas.
A defesa de Ryan SP afirmou que “até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.”
Veja nota na íntegra:
“A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.”
Dono da Choquei
“A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital.
Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.
Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.
A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade.”
Rodrigo Morgado
“A defesa de Rodrigo Morgado vem a público declarar sua total inocência diante das acusações que lhe foram atribuídas no âmbito da Operação NarcoBet e NarcoVela, conduzidas pela Policia Federal.
Rodrigo sempre atuou exclusivamente como contador, exercendo sua atividade profissional de forma técnica, ética, regular e dentro dos limites legais da profissão, prestando serviços contábeis a diversos clientes.
Toda a documentação relativa à sua atuação empresarial está devidamente organizada e será apresentada ao Juizo no momento oportuno.
As movimentações financeiras relativas aos clientes, da mesma forma serão trazidas esclarecendo ao feito a licitude das transações. O simples ato de converter criptomoedas em reais mediante pagamento de comissão não configura crime.
A atividade P2P, ainda que não submetida a regulação específica do Banco Central, não é ilícita, desde que comunicada à Receita Federal, o que, segundo os documentos fornecidos, foi feito regularmente pelas empresas dos seus clientes.
A defesa reitera que Rodrigo não participou de qualquer atividade ilícita e que sua conduta sempre foi pautada pelo respeito à lei.
Acreditamos firmemente que, com a apuração completa dos fatos, momento em que será garantida a mais ampla defesa pelo Juízo, sua inocência será reconhecida e a verdade prevalecerá. A defesa seguirá lutando por sua liberdade e confia na Justiça para que essa situação seja esclarecida o mais breve possível.”