Sábado, 15 de Junho de 2024

Home Flávio Pereira Reeleição de Eduardo Leite mantém vivo o seu projeto nacional para 2026

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A reeleição de Eduardo Leite para o governo do Estado provoca uma releitura de tudo o que se colocava como um código não escrito da política do Rio Grande do Sul. A primeira novidade está na reeleição de um governador pela primeira vez deste o retorno das eleições diretas para governadores. E o fato de vencer, mesmo após permanecer em cima do muro diante da polarização do processo nacional, não se posicionando ao lado de Jair Bolsonaro ou de Lula. Vitorioso, Eduardo Leite agora terá a missão de ampliar o diálogo com os gaúchos e, em especial, com o Legislativo. Isso aliás, ele já prometeu ontem no seu primeiro pronunciamento após a confirmação do resultado. Significativo ainda foi o reconhecimento à lealdade e seriedade com que seu sucessor, Ranolfo Vieira Junior conduziu até aqui o governo.

De olho em 2026

Eduardo Leite não abandonou o sonho de disputar a Presidência da República. A eleição para o governo gaúcho dá um novo folego ao projeto e terá agora a perspectiva de que, em 2026, não encontrará pela frente a polarização que nestas eleições, não abriu espaço para uma terceira via. O projeto nacional de Eduardo Leite, que terá de renunciar ao governo, abre a perspectiva do MDB assumir o governo no último ano, com o vice Gabriel Souza.

Lula assume com o País dividido e um Congresso com maioria de centro-direita

Com uma campanha nunca antes vista na história do país, Lula retorna pela terceira vez à Presidência da República, graças a aliados conquistados em todo o sistema, o que lhe permitiu a maior proeza: obter a descondenação nos processos da Lava Jato.

A direita terá um papel importante no Congresso Nacional, e o novo governo precisará dialogar muito para conseguir maioria, e fazer valer suas propostas. Salvo algumas exceções, de fisiologistas que aceitariam adesões ao velho estilo do mensalão e do petrolão, a maioria tem convicção ideológica do centro e da direita. As eleições gerais mostraram que o Teatro das Tesouras, aquela farsa iniciada a partir do governo de Fernando Henrique Cardoso, que fazia ao eleitor pensar que existia oposição, acabou.

Qual será o papel de Geraldo Alckmin como vice-presidente?

Geraldo Alckmin, o ex-governador de São Paulo, cuja arriscada guinada política para aliar-se a Lula custou-lhe a crítica de parte do seu eleitorado, que não absorveu a brusca mudança, agora surge como fiador junto aos conservadores, onde terá papel importante ao lado do novo presidente eleito.

Churchill: “ninguém pretende que a democracia seja perfeita”

Winston Churchill, em discurso na Câmara dos Comuns, 11 de novembro, 1947:

“Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

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