Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Home em foco Roberto Jefferson diz, em carta escrita na prisão, que pretende disputar o Senado em 2022

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Em uma carta escrita à mão dentro do complexo penitenciário de Bangu, o presidente afastado do PTB, Roberto Jefferson, afirmou a um aliado que planeja se candidatar ao Senado nas eleições de 2022. No bilhete, Jefferson disse que a sua candidatura ”daria uma forte ajuda” a Bolsonaro.

Em texto endereçado a “José Carlos”, um amigo, Jefferson fala sobre o plano. “Pretendo disputar o Senado no ano que vem. Daria uma forte ajuda ao Bolsonaro como freio ao STF. Você viria como meu suplente”, escreveu.

O ex-deputado, no entanto, fez uma ressalva. ”Caso eles empurrem meu encarceramento até as eleições, precisarei mudar o projeto”.

A carta foi enviada na última quinta-feira (16). O ex-deputado ainda disse que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ”aposta que não serei candidato a nada”. O presidente Jair Bolsonaro se filiou à legenda em novembro, depois de dois anos sem ter um partido para chamar de seu.

Alvo de inquérito que apura a atuação de uma milícia digital, o ex-deputado está preso desde agosto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Na carta, Roberto Jefferson chamou o magistrado de ”Xandão” e afirmou que Moraes e Valdemar possuem relação com o ex-ministro José Dirceu (PT).

O ex-deputado ainda se mostrou preocupado com a decisão da subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo. Na semana passada, Lindôra enviou um parecer ao STF defendendo a manutenção da prisão em razão do comportamento de Jefferson.

Dias depois, o STF manteve a prisão preventiva do presidente afastado do PTB, após a defesa pedir a revogação da medida ou sua ida para o regime domiciliar.

De acordo com a decisão de Moraes, ainda há necessidade de manter Roberto Jefferson preso por entender que a medida é “necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”.

Filha

Ex-deputada federal e filha de Roberto Jefferson, Cristhiane Brasil anunciou, na tarde desta segunda (20), sua desfiliação do PTB. A decisão marcou o encerramento de um período de 20 anos na sigla que seu pai presidia, antes de ser preso por ataques às instituições democráticas.

No anúncio, publicado em suas redes sociais, ela voltou a criticar a atual presidente nacional da legenda, Graciela Nienov, e divulgou sua carta pedindo a desfiliação.

Os atritos de Brasil no PTB vinham sendo frequentes e foram intensificados após a prisão de Roberto Jefferson, quando Nienov assumiu a presidência interina do partido. Ela se considera uma filha adotiva de Jefferson e conta com o apoio do ex-deputado e ex-presidente da sigla.

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