Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 4 de outubro de 2026
O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, foram matematicamente eleitos nesse domingo (4) para as duas cadeiras em disputa para o Senado pela Bahia. Foi o único estado em que dois petistas foram eleitos para o cargo nesta eleição.
Os novos senadores assumirão seus mandatos com duração de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035, sucedendo os atuais representantes da bancada baiano no Senado.
Após a reeleição, Jaques Wagner agradeceu aos eleitores e afirmou, em publicação nas redes sociais, que pretende trabalhar para que a Bahia “siga em frente e de mãos dadas com o Brasil”. Também celebrou a recondução de Jerônimo Rodrigues ao governo do estado.
O resultado deste domingo também fortalece Rui Costa, que sai das urnas como o senador mais votado, com mais de 4 milhões de votos, a despeito de fazer parte de uma ala minoritária do PT baiano.
Na campanha, Rui Costa e Jaques Wagner foram apresentados como “os senadores de Lula”, em uma estratégia que mirou o voto casado nos dois candidatos da chapa, ambos ex-governadores da Bahia. Na propaganda eleitoral os adversários eram chamados de candidatos “anti-Lula”.
No campo da oposição, os dois candidatos ao Senado da chapa liderada por ACM Neto, disseram apoiar Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, mas não levaram o aliado para a campanha eleitoral.
No horário eleitoral, João Roma evitou a polarização nacional, apresentou-se como “o senador de Neto” e disse que, caso eleito, não seria o representante apenas de um partido político no Congresso. Destacou seu trabalho como ministro da Cidadania, mas sem dizer que ocupou o cargo na gestão Jair Bolsonaro (PL).
Angelo Coronel, por sua vez, apostou em um perfil municipalista, destacando o repasse de recursos de emendas mediada por seu mandato para as prefeituras dos 417 municípios baianos.
O senador era aliado do PT, mas aproximou-se de Jair Bolsonaro ao longo dos quatro primeiros anos do mandato. Em janeiro, ele deixou o PSD e rompeu com o governador em meio às articulações para formação de uma chapa pura com Rui Costa e Jaques Wagner.
Uma parcela do PT tinha restrições a Coronel, lembrando que ele não se empenhou na campanha de Jerônimo em 2022 e se ausentou em votações importantes, como a do PL da Dosimetria.
Nos últimos meses, ele sinalizou apoio a propostas de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).