Terça-feira, 16 de Abril de 2024

Home Economia Saiba qual é a melhor linha de crédito imobiliário com a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano 

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Em sua última reunião, encerrada na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano.

A manutenção da Selic nesse patamar pode levar o público interessado em financiar um imóvel a questionar qual seria a melhor linha de crédito nesse cenário: a atrelada à TR (Taxa Referencial), à poupança ou ao IPCA (inflação)?

O CEO da Credihome by Loft, empresa líder em originação de crédito imobiliário no País, Bruno Gama, afirma que a resposta para essa pergunta pode variar de acordo com o perfil do comprador e sua intenção de liquidar o financiamento em um curto, médio ou longo prazo. 

“Não há uma melhor linha de crédito imobiliário, e sim aquela que mais vai se adequar à necessidade de cada pessoa. O mais importante é que o cliente conheça o funcionamento de cada uma delas e pondere seu momento de vida, sua renda familiar e o comprometimento de renda que está disposto a assumir”, explica.

O executivo recomenda que a pessoa interessada em adquirir um imóvel com financiamento compare o CET (Custo Efetivo Total) de todas as linhas de crédito oferecidas pelos bancos. Isso porque essa escolha vai influenciar diretamente no valor mensal que a pessoa compradora terá de desembolsar para honrar seu compromisso com a instituição bancária. 

Atualmente, o mercado oferece três modalidades de crédito: taxa fixa + TR (Taxa Referencial); taxa fixa + IPCA (inflação); e taxa fixa + poupança, com opções pré e pós-fixadas. Normalmente, os bancos utilizam uma taxa fixa mais um indicador de correção para calcular os juros, sendo a TR o indicador de correção mais comum, por ser razoavelmente baixo. Mas existem também os contratos corrigidos pelo IPCA, que é o índice de inflação. Esses contratos geralmente têm taxa de juros mais baixa, mas são mais imprevisíveis.

Gama explica que o IPCA é ajustado mensalmente e que, quando o índice sobe, as parcelas do financiamento também sofrem reajuste. “É uma linha menos recomendada para casos de financiamentos de muito longo prazo.”

Para contratos de longa duração, outra opção, além da TR, é a linha de crédito atrelada à poupança, que tem um teto para reajustes. O CEO da Credihome lembra ainda que outros fatores também influenciam na prestação mensal paga ao banco, como o sistema de amortização, que pode ser SAC ou Price. No SAC (Sistema de Amortização Constante), o valor da parcela vai diminuindo ao longo do tempo. Já na Tabela Price o valor das parcelas é sempre o mesmo. 

“A linha de financiamento mais usual é a SAC, na qual a pessoa compradora inicia com uma prestação de financiamento mais alta, mas, em contrapartida, abate um valor maior do saldo devedor a cada prestação. O juro é calculado sobre o saldo devedor, que é decrescente, permitindo que a pessoa compradora passe a pagar menos juros a cada prestação quitada.”

Simulação:

Veja uma simulação que mostra as opções disponíveis para os consumidores interessados em contratos de longo prazo. Para esse exercício, foi considerado um imóvel de R$ 500 mil, com entrada de 20% e financiamento de 80%, com prazo de pagamento de 30 anos. 

Linha de crédito

Taxa de juros

Valor da 1a parcela

Somatória total das parcelas

Custo Efetivo Total (CET)

Taxa fixa + Poupança

3,5% ao ano de Taxa Fixa + 6,17% ao ano de correção pela Poupança 

R$ 4.296,16

R$ 991.400,026

 10,14% ao ano

Taxa fixa + Taxa Referencial (TR)

8,63% ao ano

R$ 4.110,37

R$ 979.288,17

9,70% ao ano

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