Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de agosto de 2026
O dólar fechou em alta de 0,25% nesta quinta-feira (13), cotado a R$ 5,1925. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão em queda de 0,23%, aos 167.101 pontos. O mercado operou com cautela diante da saída de recursos estrangeiros, das incertezas sobre os juros e do cenário eleitoral.
Na semana, o dólar acumula alta de 1,88% e, no mês, de 2,16%. No acumulado de 2026, porém, a moeda registra queda de 5,64%. O Ibovespa acumula baixa de 3,06% na semana e de 6,05% em agosto. No ano, o índice ainda registra valorização de 3,79%.
Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões do mercado brasileiro nos primeiros sete pregões de agosto, até terça-feira (11). Naquele dia, o Ibovespa caiu 2,56%, na maior queda em cinco meses.
No cenário doméstico, o IBGE divulgou uma nova estimativa para a safra de grãos de 2026, de 347,4 milhões de toneladas, volume ligeiramente superior ao registrado no ano passado. As vendas do comércio varejista cresceram 0,5% em junho. Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) permanece em nível de pessimismo pelo 19º mês consecutivo.
Entre os balanços corporativos, a Americanas foi destaque. A companhia registrou prejuízo de R$ 274 milhões no segundo trimestre de 2026, quase três vezes superior ao resultado negativo do mesmo período de 2025. Cogna, Minerva, Ultrapar, Positivo, Rede D’Or, CVC, Azzas, Hapvida e Banco do Brasil também divulgaram resultados.
No exterior, os investidores acompanharam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos. O indicador ficou estável em julho, com queda nos preços dos bens e aumento nos serviços. O dado é monitorado porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os juros.
No mercado de commodities, o petróleo também recuou. O barril do Brent caiu 2,15%, para US$ 87,07, enquanto o WTI teve baixa de 2,43%, a US$ 81,25.
A queda ocorreu apesar das tensões entre Estados Unidos e Irã em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte internacional de petróleo. O Irã afirmou nesta quinta-feira que continua controlando a passagem marítima, contrariando uma declaração do presidente norte-americano, Donald Trump.
Na quarta-feira (12), Trump afirmou, em publicação na rede social Truth Social, que os Estados Unidos tinham “controle total” do Estreito de Ormuz. O governo iraniano contestou a declaração e afirmou que não houve avanço nas negociações entre os dois países.
O estreito é estratégico para o mercado global de energia, e uma interrupção prolongada no tráfego de navios poderia afetar a oferta e pressionar os preços do petróleo. Irã e Omã também discutem mecanismos para administrar o fluxo de embarcações pela região.