Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home Economia Salário na Petrobras chega a 145 mil reais por mês

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O Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais (Rebef), detalhou que um funcionário da Petrobras tem salário mensal de R$ 145.184. É a maior remuneração entre as empresas sob controle do governo federal. Logo abaixo, vem um empregado da Eletrobrás, com vencimentos de R$ 93.068.

O documento, produzido pelo Ministério da Economia, detalha os benefícios concedidos pelas 46 estatais controladas pela União e suas subsidiárias aos mais de 450 mil empregados.

Os funcionários, em questão, não possuem cargo de direção. De acordo com o relatório, os salários exorbitantes são o resultado de incorporações de benefícios, na maioria das vezes obtidas por decisão judicial. E superam o teto salarial estabelecido para o executivo, de R$ 39,2 mil.

Além disso, outro benefício é a estabilidade que alguns funcionários têm, individualmente, mesmo não sendo classificados como servidores públicos. Empregados da Petrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Companhia Docas do Pará e a da Eletrobras — que o governo pretende privatizar ainda este ano — possuem acordos salariais por tempo determinado. Somente a estatal de energia elétrica assegura o emprego a um grupo de 11.612 servidores pelo período de novembro de 2021 a abril deste ano.

O BNDES também está no topo da lista com as maiores remunerações e benefícios. O banco estatal garante aos funcionários dois tipos de auxílio alimentação (cesta alimentação e refeição), que somam R$ 2.157,97 por mês. Outro ponto que chama a atenção é a diferença entre o salário máximo e mínimo da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). A maior remuneração é de R$ 58.255 e a menor de R$ 441, segundo o relatório.

Os dados apresentados são do ano de 2020 e não contemplam cargos de diretoria. De acordo com o Ministério da Economia, essas informações serão publicadas em outro boletim. Ao todo, os salários das estatais federais somam R$ 96,6 bilhões, distribuídos entre 453.910 funcionários.

Desigualdade

No Brasil, as desigualdades de diversos tipos são uma triste realidade na vida de boa parte da população. Nesse quesito, o País é um dos mais desiguais do mundo. Em 2020, durante os piores momentos da pandemia do coronavírus, o Brasil seguiu uma tendência mundial: a concentração de renda aumentou e atingiu o pior nível desde 2000. Quase metade (49,6%) da riqueza do país foi parar nas mãos do 1% mais rico. O mesmo índice era de 46,9% em 2019.

Além dos abismos sociais causados pela concentração de renda, as disparidades se estendem a outros segmentos e um dos mais afetados é quanto aos salários pagos e a diferença de remuneração entre homens e mulheres, negros e brancos, pessoas com ensino superior e pessoas que estudaram até o ensino médio.

Em março de 2021, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que escancararam a realidade da disparidade salarial de gênero. De acordo com a publicação, em 2019, as mulheres recebiam 77,7% do salário dos homens. Entre os cargos com maiores salários, como diretoria e gerência, a diferença é ainda maior.

Mulheres que ocupam cadeiras de liderança ganham 61,9% do salário dos homens que ocupam esses mesmos cargos. À medida que a trabalhadora ocupa cargos mais altos na hierarquia das organizações, maior será a disparidade salarial de gênero.

Em 2019, a disparidade salarial entre negros e brancos alcançou o maior patamar desde 2016. De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE, a renda média mensal de pessoas negras equivale a 55,8% em relação à renda mensal de pessoas brancas. Falando em valores, isso significa que o rendimento médio dos negros é de R$ 1.673 enquanto dos brancos é de R$ 2.999.

Durante a pandemia, a diferença salarial atingiu novos números que se tornaram os maiores até então registrados. O abismo salarial brasileiro entre brancos e negros é o maior desde 2012.

Quando o assunto é diferença salarial entre pessoas que cursaram ensino superior (graduação ou pós-graduação) e pessoas que foram até o ensino médio, os recortes de gênero e raça também são relevantes. De modo geral, no Brasil, o trabalhador com nível superior ganha em média 140% a mais em relação a quem não possui um diploma.

Os dados foram levantados pelo relatório Education at a Glance da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Foram analisados 40 países e o Brasil consta como o que tem a maior diferença salarial entre graduados e não graduados. A média é de 40% a mais no salário de pessoas com ensino superior nos demais países estudados pelo relatório.

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