Sábado, 16 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de maio de 2026
O senador e pré-candidato ao governo do Estado do Paraná Sergio Moro (PL), saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse que assinou o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. O ex-juiz federal disse que seu colega de sigla “apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT”.
Áudios revelados pelo site The Intercept Brasil mostraram que Flávio pediu R$ 135 milhões a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção do filme “Dark Horse”, que conta a história de vida do seu pai.
“Sinônimo de corrupção no Brasil é o PT. Mensalão, Petrolão, roubo dos aposentados e pensionistas do INSS, enquanto milhões de famílias estão endividadas. Eu e toda a oposição, inclusive Flávio Bolsonaro, já assinamos a CPMI do Banco Master. Flávio Bolsonaro apresentou suas explicações sobre o episódio, que está sendo explorado pelo PT, e reiterou seu posicionamento favorável à instalação da comissão. É o que eu sempre defendi, a instalação da CPMI do Master e uma investigação ampla e profunda. Quem não deve, não teme”, disse Moro em post publicado nas redes sociais.
Depois que os áudios vieram a público, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro. Os pagamentos foram feitos por meio de um fundo nos Estados Unidos, gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. O banqueiro não pagou todo o valor pedido por Flávio, mas chegou a desembolsar R$ 61 milhões. O “Zero Um” justificou a transação, afirmando que foi um “patrocínio privado” para um filme que também é “privado”. A produção “Dark Horse” já estava na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de ter recebido emendas parlamentares “pix” de forma irregular.
Quando admitiu o pedido de dinheiro a Vorcaro, Flávio pediu a instalação da CPI do Master. Aliados dele no Congresso Nacional estão encampando a iniciativa. Até agora, as etapas das investigações miraram adversários de peso do bolsonarismo, como o senador e presidente nacional do Partido Progressistas (PP) Ciro Nogueira, alvo de um mandado de busca e apreensão na semana passada. Segundo a Polícia Federal (PF), ele recebia uma “mesada” de R$ 300 mil para defender os interesses de Vorcaro e do Master. (Com informações da revista Veja)