Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home em foco Situação em usina na Ucrânia representa ameaça à segurança nuclear

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A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apresentou ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a conclusão sobre as inspeções realizadas na usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia.

O documento pede a desmilitarização e a suspensão dos bombardeios na região onde fica a maior usina nuclear da Europa, e diz que a situação em Zaporizhzhia ainda não representa uma emergência, mas sim uma ameaça à segurança nuclear.

O relatório alerta que os funcionários da usina estão sob estresse, o que aumenta o risco de erros humanos. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, que está em Viena, apresentou o relatório ao Conselho de Segurança das Nações Unidas por videoconferência.

Ele disse que dois inspetores vão permanecer na usina para tentar evitar um desastre e proteger a população da Ucrânia. A equipe de seis inspetores da agência encontrou veículos militares russos perto dos reatores, mas constatou também que a eletricidade necessária para refrigerar os reatores e garantir a segurança da usina foi mantida.

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos revelaram que a Rússia comprou milhões de foguetes e peças de artilharia da Coreia do Norte. Seria uma prova de que as sanções impostas pelo Ocidente estão funcionando e obrigam os russos a comprar armas em mercados alternativos.

Bombardeio

Um bombardeio atingiu parte da usina nuclear de Zaporizhzhia, na última terça (6), mas a informação foi divulgada apenas nesta quarta-feira (7), em comunicado da AIEA.

O episódio aconteceu mesmo após a chegada dos inspetores da AIEA, que fazem, desde a semana passada, uma vistoria na usina, sob vigilância de tropas russas. Os russos ocupam o complexo desde março.

Kiev diz que é a Rússia que está encenando tais incidentes, para minar o apoio internacional à Ucrânia e como um possível pretexto para cortar a usina da rede elétrica ucraniana e roubar sua produção. A Rússia até agora rejeitou os apelos internacionais para retirar suas forças do local e desmilitarizar a área.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou na segunda (5) sobre uma quase “catástrofe de radiação” na usina e disse que o bombardeio da Rússia mostrou que Moscou “não se importa com o que a AIEA dirá”.

A usina, tomada pela Rússia logo após a invasão da Ucrânia, é controlada por forças russas, mas administrada por técnicos ucranianos. Ela fica na linha de frente em uma margem russa de um enorme reservatório com posições ucranianas do outro lado da água.

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